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Mulher diz ter 70% do DNA compatível com Madeleine McCann

Durante julgamento, ré acusa os família de negar evidências genéticas e insiste que apresentou combinação de DNA com Madeleine McCann

Julia Wandel já afirmou ser Madeleine McCann
Julia Wandelt e Madeleine McCann - Reprodução/Youtube/Dr Phil e Metropolitan Police

No tribunal de Leicester, uma mulher acusada de perseguição à mãe de Madeleine McCann afirmou ter cerca de 70% de combinação de DNA com a criança desaparecida — e desafiou a família a contestar os fatos. A acusada, Julia Wandelt, de 24 anos, teria enviado mensagens e feito ligações à Kate McCann dizendo que “não puderam contestar os fatos”, ao exibir supostas evidências genéticas.

O caso gira em torno de uma campanha de assédio que, segundo os promotores, ocorreu entre junho de 2022 e fevereiro de 2025. Wandelt é acusada de ligar mais de 60 vezes em um só dia para Kate, enviar cartas assinadas “Madeleine x”, aparecer na porta da casa da família e pedir repetidamente por um teste de DNA para comprovar sua identidade. As autoridades já declararam que não há vínculo biológico entre Wandelt e os McCann.

Suposta Madeleine McCann

Em uma gravação ouvida no tribunal, Wandelt teria dito frases como “Se eu não for Madeleine, por que vocês não fazem um teste de DNA?” Ela também declarou, segundo relatos, que “eu sei que vocês pensam que ela está morta, mas não está” e “eu realmente acredito que sou ela”. Em outro momento, teria afirmado ter uma correspondência de aproximadamente 70% no DNA com Madeleine, embora essa alegação nunca tenha sido comprovada por peritos independentes.

Kate McCann, durante seu depoimento, afirmou que as ações da acusada causaram grande desgaste emocional, especialmente ao ser chamada de “mãe” por alguém que afirma ser sua filha perdida. Kate relatou momentos de dúvida — motivados pela insistência de Wandelt —, embora tenha afirmado que reconheceria Madeleine em uma foto, caso a visse. Também descreveu como aterrorizante uma visita noturna em que a suspeita teria aparecido na porta de sua casa.

Wandelt e uma co-ré, Karen Spragg, de 61 anos, negam as acusações de perseguição que causaram “alarme ou angústia severa”. O julgamento continua enquanto a família McCann busca proteger sua integridade emocional diante de mais esse desdobramento no caso Madeleine.


*Sob supervisão de Fabio Previdelli

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e nerd desde o berço, sou dono de uma mente inquieta que sempre tem mais perguntas que respostas. Vez ou outra, você pode ler textos meus sobre curiosidades históricas, música, ciência e cultura pop.