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Local onde os Beatles fizeram seu último show será transformado em museu

Museu dedicado à memória dos Beatles ocupará os sete andares do número 3 da Savile Row, onde quarteto realizou sua última apresentação

Os Beatles se apresentam no telhado da Apple Corps - Getty Images

O prédio onde os Beatles realizaram seu último show público será transformado em um museu oficial dedicado à história da banda em Londres. Batizado de The Beatles at 3 Savile Row, o museu ocupará os sete andares do número 3 da Savile Row e reunirá objetos históricos, materiais de arquivo e itens inéditos ligados ao quarteto. A inauguração do estabelecimento está prevista para 2027, e, segundo a BBC, os fãs já podem se cadastrar para garantir ingressos no site oficial da banda.

Tombado como patrimônio histórico de grau II, o edifício, que serviu de sede para o grupo entre 1968 e 1972, ficou eternizado como cenário de um dos momentos mais emblemáticos da trajetória da banda: foi em seu terraço que John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr fizeram, em janeiro de 1969, a sua última apresentação pública em grupo. Também foi lá que o álbum Let It Be (1970) foi gravado.

De acordo com McCartney, o projeto nasceu da ideia de criar um destino oficial dos Beatles em Londres.

Os turistas vêm para a Inglaterra e podem ir até Abbey Road, mas não podem entrar [no estúdio], e isso acaba travando o trânsito e irritando os motoristas”, disse o músico. “Então achei que essa era uma ideia fantástica“.

Segundo o portal de notícias O Globo, o museu terá uma recriação do estúdio montado no porão do prédio, além de uma experiência imersiva dedicada ao show no terraço.

“Bem, você entra pelo térreo, e há memorabilia e coisas desse tipo” explicou McCartney. “Depois vai subindo pelo prédio e [vendo] várias coisas que aconteceram aqui e ali, até chegar ao topo, onde você vai ao terraço e finge ser um beatle.” Também vale mencionar que o espaço contará com uma loja oficial da banda.

Antes dos Beatles

O portal de notícias destaca que o edifício já tinha importância histórica antes mesmo dos Beatles, tendo sido residência do general Robert Ross, responsável pelo incêndio da Casa Branca em 1814, e também de Lady Hamilton, amante do almirante Nelson. Após o fim da banda, em 1970, o prédio continuou sendo utilizado pela Apple Corps até ser vendido, em 1976. Mais tarde, o imóvel passou a abrigar uma loja da Abercrombie & Fitch.

Segundo McCartney, a ideia de recuperar o espaço ganhou força após uma proposta de Tom Greene, executivo que assumiu a Apple Corps em 2025 após trabalhar na franquia Harry Potter.

Ele é cheio de energia e está trazendo muito entusiasmo para pensar no que os Beatles significam e no que as pessoas querem hoje em dia de nós”, declarou.

Ringo Starr descreveu recentemente o retorno ao prédio ‘como voltar para casa”. Já McCartney definiu a revisita ao local como “uma viagem e tanto”.

“Há tantas lembranças especiais dentro dessas paredes, sem falar no terraço. A equipe elaborou planos realmente impressionantes e estou animado para que as pessoas vejam isso quando estiver pronto”, disse.

Giovanna Gomes é jornalista e estudante de História pela USP. Gosta de escrever sobre arte, arqueologia e tudo que diz repeito à cultura e à história do ser humano.