Colégio em edifício histórico tombado é consumido por chamas em Paranaguá
Durante a Semana Santa, o Instituto de Educação Doutor Caetano Munhoz Rocha foi atingido por um incêndio de larga proporção, mas incidente não deixou feridos

No final da tarde desse sábado, 14, o edifício histórico tombado que serve de escola para o Instituto de Educação Doutor Caetano Munhoz Rocha, na cidade de Paranaguá, Paraná, foi consumido por chamas.
Conforme as autoridades, não havia ninguém na instalação e portanto não houve feridos. Porém, os mais de 1.500 alunos do colégio hão de ser realocados em outras escolas até outra ordem do Ministério da Educação do Paraná. Confira:
A história do prédio
Desde o princípio, em 1927, quando o inauguraram, o prédio já era projetado para ser um colégio. Porém, à época o nome do local era Escola Normal de Paranaguá. Desde então o colégio vinha demonstrando excelência tanto em infraestrutura quanto em qualidade de educação, se tornando referência na cidade e no Estado.
Com a finalidade de homenagear o prefeito que construiu a Escola Normal, em 1967 o colégio passa à denominação de Instituto de Educação Doutor Caetano Munhoz da Rocha. Nome que se manteve até os dias de hoje.
Vale destacar que o prédio para além do estilo clássico de sua arquitetura também contava com uma capela no estilo barroco no seu interior. Ou seja, a estrutura era um retrato perfeito da década de 20 do século 20, seja em arquitetura seja em valores. Um retrato de seu tempo.
Ainda, cotidianamente milhares de alunos frequentavam o prédio, desde o primário até o Ensino Médio. Servindo para seu propósito original, dar exemplo da norma de como deve ser uma escola. Portanto, cumprindo a premissa original de dar exemplo de qualidade e sendo uma Escola Normal, ou o que deveria ser o normal.
Tendo sido tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná em 1991. Devido sua importância enquanto monumento da cultura local.
O incêndio
Porém, apesar do renome e da importância histórica da instituição, os profissionais que acompanharam o apagamento das chamas apontaram para telhado e piso de madeira como possível causa do alastramento rápido do fogo na estrutura.
As entidades competentes logo foram enviadas para a região, juntamente com reforços de cidades vizinhas e do porto da Estado também foram encaminhadas. Conforme o G1, o governador local direcionou esforços para a recuperação mais rápida possível da estrutura, mas não dá muitas garantias.
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Sintetizando, no final da tarde de sábado, por motivos ainda não definidos, o telhado da estrutura ruiu e caiu se estilhaçando junto às janelas de toda a estrutura. Ou seja, muito provavelmente a estrutura nunca mais voltará a ser a mesma.
De certo modo, a memória, lembrança e momentos vividos na instituição e ao seu entorno também foram queimados. Só resta aos moradores de Paranaguá pressionar as instituições para que, o mais rápido possível, das cinzas do local voltem a brotar os sonhos das crianças.
*Sob supervisão de Giovanna Gomes