Romances lidos por Diana na juventude podem explicar sua desilusão amorosa
Exclusiva da revista People revela como a obsessão por romances de Barbara Cartland distorceu as expectativas de Lady Di no casamento real

A trajetória da Princesa Diana, amplamente conhecida como a “Princesa do Povo” por sua inegável empatia e carisma, esconde detalhes de uma juventude movida por sonhos literários que talvez tenham sido seu maior “erro”. Em uma revelação exclusiva obtida pela revista People, o novo livro da renomada jornalista e autora real Catherine Mayer, intitulado “Divide and Rule: Royal Women and Their Battles“, mergulha nas raízes psicológicas que moldaram a visão de mundo da jovem aristocrata antes de ela se tornar um ícone global.
Segundo a obra, a adolescente Diana buscava refúgio em uma literatura que prometia finais felizes impossíveis, o que gerou uma colisão devastadora com a fria realidade da monarquia britânica.
Paixão por romances baratos
Durante seus anos escolares, muito antes de estampar as capas de jornais em todo o mundo, a jovem Lady Diana Spencer era o que os amigos próximos descreviam como uma devoradora inveterada de “romances pulp”, livros de bolso de baixo custo e teor altamente sentimental. Conforme os relatos coletados por Catherine Mayer, a futura princesa consumia coleções inteiras da escritora Barbara Cartland, uma das autoras de ficção romântica mais famosas do Reino Unido e que, curiosamente, era a mãe da madrasta de Diana, Raine Spencer.
Uma colega de escola confidenciou à autora que a jovem mantinha gavetas repletas dessas histórias, que serviam como base para sua compreensão sobre o amor e os relacionamentos. Essas obras geralmente narravam a saga de mulheres puras que, através de sua bondade, conseguiam “descongelar” os corações de homens poderosos e emocionalmente inacessíveis.

Ficção contra a realidade
Essa estrutura narrativa criou um ideal perigoso para a jovem. “O amor que ela almejava era uma ficção”, declarou Catherine Mayer em seu texto detalhado para a People. A autora argumenta que Diana tentou aplicar o modelo de Barbara Cartland ao seu relacionamento com o então Príncipe Charles, atual Rei do Reino Unido.
Na cabeça da jovem, a frieza e o distanciamento de Charles não eram sinais de incompatibilidade, mas sim traços do herói ferido que ela estava destinada a salvar. Mayer caracteriza a união de 1981 como o encontro de “dois inocentes danificados”, que subiram ao altar carregando expectativas conflitantes e uma bagagem emocional que a rígida instituição real não estava preparada para acolher.
Arrependimento antes do altar
A desilusão amorosa não demorou a dar seus primeiros sinais amargos. O livro revela que, nos últimos dias antes do casamento real, a própria Diana expressou às irmãs o desejo desesperado de cancelar a cerimônia.
A resposta que ela recebeu, no entanto, foi um lembrete pragmático e cruel: o seu rosto já estava estampado em toalhas de chá e itens comemorativos por todo o país. Conforme relatou Catherine Mayer, a consciência da princesa sobre a traição também já pulsava, especialmente após perceber o apego de Charles a abotoaduras dadas por Camilla Parker Bowles.
O que o mundo viu como um conto de fadas era, nos bastidores, o início de uma batalha entre o sonho romântico de uma adolescente e a imutável tradição da coroa.
*Sob supervisão de Éric Moreira