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Italiana de 67 anos recupera a visão após procedimento inédito em Turim

Transplante inédito na Europa recupera a visão de italiana de 67 anos que perdeu a visão do olho esquerdo esquerdo em acidente grave

Foto da Italiana de 67 anos divulgada pela família
Foto da Italiana de 67 anos divulgada pela família - Créditos: Reprodução/Instagram/@cittadellasalutetorino

Recentemente, a comunidade médica comemorou mais um avanço sobre as tecnologias de recuperação de visão. Desta vez, foi um transplante inédito que possibilitou Elena, senhora de 67 anos, recuperar a visão do olho esquerdo mesmo após 5 anos desde o grave acidente que a afetou.

Acontece que quando tinha 62 anos, Elena estava na estrada quando um acidente de trânsito arrancou dela a capacidade de enxergar pelo olho esquerdo. De acordo com os médicos italianos, o acidente causou uma lesão irreversível no nervo óptico do olho esquerdo. Por isso, o globo ocular não conseguia transmitir a luz do olho ao cérebro.

O tratamento e a recuperação da visão da italiana de 67 anos

Conforme o Hospital Molinete, localizado em Turim, na Itália, a estrutura ocular estava relativamente intacta, mas a visão foi cortada pela conexão do olho com o cérebro. Ao mesmo tempo, o olho que lhe restou, o direito, já sofria por uma maculopatia.

Desse modo, o olho que serviria para a senhora italiana de 67 anos enxergar o seu arredor também estava comprometido. Inclusive, nesse globo ocular o problema era a retina e a transparência da córnea, que para a época foi considerada irrecuperável.

Conforme a UOL, o professor Michele Reibaldi e sua equipe médica em Turim analisaram o caso e apontaram que seria impossível um transplante de córnea clássico. Fato é que todas as células-tronco da córnea foram destruídas, o que para a medicina significava cegueira total.

Contudo, o professor e sua equipe de Turim decidiram que podiam superar os limites da medicina. Assim, aproveitando os tecidos saudáveis, mas desativados pelo corpo, os médicos transplantaram partes do olho esquerdo e o colocaram no olho direito.

Inclusive, esse transplante contou com o bloco anatômico completo, desde a córnea, a esclera, e conjuntiva, e até a parte central da retina, a mácula, foram transplantadas. Demarcando a primeira vez no mundo que a parte central da retina foi aproveitada dessa forma.

Nesse sentido, a cirurgia se mostrou inédita ao mundo ao retirar a mácula lútea de um olho e colocá-la em outro. Mais que um avanço à ciência, a técnica devolve à senhora italiana de 67 anos a possibilidade de ver o mundo outra vez.


*Sob supervisão de Felipe Sales Gomes

Historiador em formação que troca qualquer "sextou" por fofocas de época e análise econômica. Traduzo o mundo via cultura, provando que o passado é o melhor spoiler do presente. Quer entender como a engrenagem realmente gira? O convite para a viagem está nos meus artigos: