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Granadas da Segunda Guerra são encontradas em praia na Inglaterra

As autoridades britânicas informaram que os itens encontrados são granadas de fósforo projetadas para pegar fogo ao entrar em contato com o ar

Granadas da Segunda Guerra encontradas em praia no Reino Unido - Crédito: Divulgação/Polícia de Cleveland

Autoridades britânicas realizaram uma operação de emergência após a descoberta, manhã desta terça-feira 7, de cerca de 150 granadas da Segunda Guerra Mundial na praia de Crimdon Dene, próxima a Hartlepool, no nordeste da Inglaterra. De acordo com a BBC, assim que os artefatos foram encontrados, a área foi isolada.

Segundo informações do portal O Globo, a polícia de Cleveland destacou que parte do material chegou a entrar em combustão, causando queimaduras leves em uma pessoa. Equipes especializadas foram acionadas e iniciaram o processo de identificação e neutralização dos explosivos, que estavam alinhados na areia, acondicionados em recipientes de coloração amarela e laranja.

O Exército britânico informou que os objetos em questão são granadas de fósforo autoignitivas. Conhecidas como SIPs, esses artefatos são projetados para pegar fogo ao entrar em contato com o ar. Esse tipo de armamento foi utilizado durante a Segunda Guerra Mundial, inclusive pela própria Guarda Nacional britânica como recurso antitanque.

Ainda segundo as autoridades, explosões controladas foram realizadas ao longo do dia para destruir os explosivos. A área segue isolada enquanto especialistas continuam a varredura no local, a fim de garantir que não haja outros materiais perigosos.

Nota das autoridades

Em nota, a polícia alertou para o alto risco de manuseio desses dispositivos, capazes de provocar queimaduras graves e ferimentos sérios. A recomendação é que qualquer objeto suspeito seja imediatamente comunicado às autoridades, sem contato direto.

A equipe de resgate da Guarda Costeira de Hartlepool destacou que, embora incomum, a presença de munições não detonadas pode ocorrer, especialmente após períodos de mau tempo e marés altas, já que esses fenômenos ajudam a expor materiais enterrados.

“As nossas costas são repletas de história, mas vestígios do passado ainda podem, às vezes, chegar às praias hoje em dia”, afirmou a corporação, reforçando a necessidade de cautela na região.

Giovanna Gomes é jornalista e estudante de História pela USP. Gosta de escrever sobre arte, arqueologia e tudo que diz repeito à cultura e à história do ser humano.