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Formações gigantes semelhantes a escamas de répteis são encontradas em Marte

O rover Curiosity, da Nasa, fotografou uma série de polígonos gigantes que se assemelham a escamas fossilizadas de répteis

Imagem colorida divulgada - Créditos: NASA/JPL-Caltech/MSSS/Kevin M. Gill

Uma zona de Marte está com seu solo coberto por marcas muito similares a escamas gigantes de répteis fossilizadas. O rover Curiosity fotografou essas diversas formações enquanto se dirigia para Antofagasta. Apesar de estranhas, essas estruturas podem ter ligações com águas antigas.

No dia 14 de abril, a Nasa divulgou imagens das escamas em preto e branco e, no dia seguinte, o engenheiro de software e de voos espaciais da Nasa, Kevin M. Gill, divulgou online as imagens coloridas e bem aproximadas das rochas.

Devido ao formato incomum, as imagens geraram debates sobre qual seria a verdadeira origem das marcas. Surgiram comparações com as escamas de répteis e até mesmo brincadeiras dizendo que pareciam escamas de dragões.

De acordo com uma publicação feita no blog da Nasa no dia 10 de abril, ainda não é possível saber exatamente a quantidade de rochas que foram fotografadas ou o tamanho, mas as marcas se estendiam por metros e metros.

Os pesquisadores não ficaram intrigados com a presença incomum nas rochas, mas sim com a enorme quantidade presente. A cientista planetária do JPL, Abigail Fraeman, escreveu em seu blog que muitas das rochas têm essas texturas incríveis e que milhares de polígonos em forma de favo de mel cruzam sua superfície.

“Já tínhamos visto rochas com padrões poligonais como essas antes, mas elas não pareciam tão abundantes”, completou.

Polígonos como esse já foram encontrados anteriormente em Marte, sendo frequentemente associados à secagem de lama úmida ou cristais de gelo em movimento sob a superfície do planeta vermelho. Apesar disso, ainda é muito cedo para os pesquisadores determinarem a causa dessas novas formas encontradas, informou a Live Science.

Robôs exploradores

Além dessa passagem pela Antofagasta, o rover Curiosity passou cerca de um ano estudando, no Monte Sharp, cristas rochosas apelidadas de “boxwork”, que também são conhecidas como “teias de aranha” devido ao seu formato semelhante a uma teia. O robô também detectou, preso às suas laterais, exemplares em forma de ovo.

Em 2012, o Curiosity pousou pela primeira vez em Marte. Ele registrou diversos objetos similares a animais, incluindo uma formação rochosa semelhante a um coral.

O rover Perseverance pousou no planeta vermelho em 2021 e também detectou outras criaturas falsas. Isso inclui uma tartaruga em formato de estátua com a cabeça para fora de uma carapaça.

Além disso, crateras em formato de borboleta e um cachorro enterrado sob o planeta também foram avistados por uma frota de espaçonaves em órbita de Marte.

Essa associação com os animais é conhecida como pareidolia: quando o cérebro humano associa uma imagem ou padrão aleatório a algo significativo.


*Sob supervisão de Giovanna Gomes