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Estudo diz que os bebês T. rex nasciam prontos para correr e se alimentar sozinhos

Em ninhadas de até 30 ovos, bebês T. rex nasciam com menos de 3 quilos e já podiam se alimentar sozinhos logo após a eclosão dos ovos

Ilustração feita pelo estudo para indicar tamanho de bebês T. rex - Créditos: Divulgação/Biology (2026). DOI: 10.3390/biology15131090

Diferentemente do que muitos pensam, os T. rex não eram nem pássaros e nem répteis gigantes. Na verdade, através de uma pesquisa sobre os ossos dos bebês T. rex, cientistas explicam como eles ficavam no meio do caminho entre essas classificações.

Podendo chegar a 4 metros de altura e 9 toneladas, os T. rex ficaram marcados no imaginário contemporâneo pela sua magnitude. Porém, essa mesma espécie, assim que saia do ovo, surgia com mais ou menos do tamanho de um gato doméstico e menos de 2,3 quilos.

Devido a essa diferença extrema, pesquisadores por muito tempo classificaram os filhotes como outras espécies. Mas um estudo recente publicado no Diário de Biologia divulgou novas informações dos T. rex em museus do Cretáceo Superior na América do Norte.

Os bebês T. rex e suas características

Conforme os pesquisadores, os ossos dos bebês T. rex são tão pequenos e frágeis que muitas vezes museus apenas os desqualificam e os deixam em gavetas e prateleiras sem identificação. Contudo, o novo estudo descobriu algumas características típicas da espécie e começou sua busca a partir dela.

De acordo com a revista Phys, assim que nasciam, os filhotes de tiranossauro rex já estavam preparados para correr e caçar. E para comprovar isso, os pesquisadores apontaram para como o tecido ósseo se remodela a partir do estresse mecânico — de modo que, para transformar a dentição, esses animais deveriam desde pequenos caçar animais relativamente grandes.

Em média, um recém nascido da espécie pesava cerca de 1,7 kg e tinha cerca de 75 centímetros — o que condiz com os estudos dos Gorgosaurus, grupo parente, e levemente menor que os T. rex, mas cujos filhotes possuem a mesma característica.

Surpreendentemente, o estudo coloca que, a cada ninhada, há a geração de 15 a 30 ovos por fêmea. Assim, é possível classificar os T. rex como um meio do caminho entre aves e répteis, uma vez que crocodilos, exemplo de réptil da época, também botam grandes lotes de ovos e cuidam pouco dos filhotes. As aves, por sua vez, botam menos ovos, mas insistem nos cuidados dos pequenos no início da vida.

Esses dinossauros botam bem menos ovos que os répteis, mas ainda mantêm o desenvolvimento desde o primeiro segundo de vida. Da mesma forma, tendiam a cuidar mais dos ovos até nascerem, tal qual os pássaros. De qualquer forma, os bebês T. rex já nasciam com os instintos caçadores e se tornavam verdadeiras máquinas de matar do mundo jurássico ao longo da vida.


*Sob supervisão de Éric Moreira

Historiador em formação que troca qualquer "sextou" por fofocas de época e análise econômica. Traduzo o mundo via cultura, provando que o passado é o melhor spoiler do presente. Quer entender como a engrenagem realmente gira? O convite para a viagem está nos meus artigos: