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Baixas russas na Ucrânia superam batalha mais mortal da história

Estudo aponta que perdas totais na guerra na Ucrânia chegam a 2 milhões de pessoas, superando Stalingrado, enquanto Moscou vê sua ofensiva estagnar no front

Bandeira russa em um cemitério ortodoxo em Mariupol, na região de Donetsk, território ucraniano sob ocupação russa. Foto: Alexandre Spalaikovitch/Art in All of Us/Corbis via Getty Images.

A guerra entre Rússia e Ucrânia alcançou um patamar de violência que rompe marcos históricos da humanidade. Um levantamento detalhado do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) revela que o total de baixas acumuladas pelos dois países já ultrapassa a marca de 2 milhões de indivíduos, entre mortos, feridos e desaparecidos. 

Esse volume coloca o enfrentamento atual em um nível de devastação superior ao da Batalha de Stalingrado, ocorrida durante a Segunda Guerra Mundial, que era até então considerada a mais sangrenta da história. Naquele embate, travado entre 1942 e 1943, a Alemanha nazista de Adolf Hitler e a União Soviética de Josef Stalin disputaram o controle da cidade russa, resultando em cerca de 2 milhões de vítimas totais entre militares e civis.

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O maior conflito

Para compreender a magnitude desses números, é necessário contextualizar o cenário da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o maior conflito da história da humanidade. A guerra dividiu o globo entre os Aliados, liderados pelos Estados Unidos, Reino Unido, União Soviética e China, e o Eixo, composto por Alemanha nazista, Itália e Japão. O conflito teve início em 1º de setembro de 1939, quando as tropas de Adolf Hitler invadiram a Polônia. Conforme os dados históricos, a União Soviética, sob a liderança de Josef Stalin, arcou com o maior esforço militar e o maior número de vítimas do período, registrando cerca de 27 milhões de mortos totais.

Dentro desse contexto global, a Batalha de Stalingrado, travada entre julho de 1942 e fevereiro de 1943, tornou-se o símbolo máximo da resistência russa e da brutalidade nazista. Disputada às margens do rio Volga, a cidade foi palco de combates corpo a corpo em ruínas onde os militares alemães perderam cerca de 868 mil efetivos antes da rendição final do general Friedrich Paulus. Ao todo, estima-se que Stalingrado tenha resultado em aproximadamente 2 milhões de vítimas entre militares e civis, marcando o limite da expansão alemã e o ponto de virada da guerra na frente oriental.

Recorde sombrio hoje

Atualmente, o impacto humano é particularmente severo para as forças de Vladimir Putin, o presidente russo, que ordenou a invasão em fevereiro de 2022. De acordo com os dados divulgados pelo veículo G1, a Rússia acumulou cerca de 1,4 milhão de baixas totais. Desse montante, estima-se que entre 400 mil e 450 mil soldados morreram diretamente em combate. 

O tamanho de perdas russas é tão massivo que já supera em mais de nove vezes o total registrado pela União Soviética e pela própria Rússia em todas as guerras travadas desde o ano de 1945. Do outro lado, as forças comandadas por Volodymyr Zelensky, o presidente ucraniano, também enfrentam perdas expressivas, com estimativas que variam entre 525 mil e 625 mil baixas.

Avanço em paralisia

O desgaste das tropas começou a comprometer a capacidade de renovação do exército de Moscou. Conforme o estudo do CSIS, em 2026 a Rússia registra uma média de 30 mil a 34 mil baixas mensais, enquanto consegue recrutar apenas cerca de 27 mil novos soldados no mesmo período. 

No campo de batalha, a ofensiva russa avançou apenas entre 50 e 90 metros por dia nas principais frentes, uma velocidade comparável às ofensivas mais lentas da Primeira Guerra Mundial. Segundo as análises oficiais, a combinação letal de campos minados e o uso intenso de drones pela Ucrânia transformou a linha de frente em uma zona altamente letal que dificulta qualquer avanço rápido.


*Sob supervisão de Giovanna Gomes

Meu propósito é dar voz a narrativas.