Baixas russas na Ucrânia superam batalha mais mortal da história
Estudo aponta que perdas totais na guerra na Ucrânia chegam a 2 milhões de pessoas, superando Stalingrado, enquanto Moscou vê sua ofensiva estagnar no front

A guerra entre Rússia e Ucrânia alcançou um patamar de violência que rompe marcos históricos da humanidade. Um levantamento detalhado do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) revela que o total de baixas acumuladas pelos dois países já ultrapassa a marca de 2 milhões de indivíduos, entre mortos, feridos e desaparecidos.
Esse volume coloca o enfrentamento atual em um nível de devastação superior ao da Batalha de Stalingrado, ocorrida durante a Segunda Guerra Mundial, que era até então considerada a mais sangrenta da história. Naquele embate, travado entre 1942 e 1943, a Alemanha nazista de Adolf Hitler e a União Soviética de Josef Stalin disputaram o controle da cidade russa, resultando em cerca de 2 milhões de vítimas totais entre militares e civis.
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O maior conflito
Para compreender a magnitude desses números, é necessário contextualizar o cenário da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o maior conflito da história da humanidade. A guerra dividiu o globo entre os Aliados, liderados pelos Estados Unidos, Reino Unido, União Soviética e China, e o Eixo, composto por Alemanha nazista, Itália e Japão. O conflito teve início em 1º de setembro de 1939, quando as tropas de Adolf Hitler invadiram a Polônia. Conforme os dados históricos, a União Soviética, sob a liderança de Josef Stalin, arcou com o maior esforço militar e o maior número de vítimas do período, registrando cerca de 27 milhões de mortos totais.
Dentro desse contexto global, a Batalha de Stalingrado, travada entre julho de 1942 e fevereiro de 1943, tornou-se o símbolo máximo da resistência russa e da brutalidade nazista. Disputada às margens do rio Volga, a cidade foi palco de combates corpo a corpo em ruínas onde os militares alemães perderam cerca de 868 mil efetivos antes da rendição final do general Friedrich Paulus. Ao todo, estima-se que Stalingrado tenha resultado em aproximadamente 2 milhões de vítimas entre militares e civis, marcando o limite da expansão alemã e o ponto de virada da guerra na frente oriental.
Recorde sombrio hoje
Atualmente, o impacto humano é particularmente severo para as forças de Vladimir Putin, o presidente russo, que ordenou a invasão em fevereiro de 2022. De acordo com os dados divulgados pelo veículo G1, a Rússia acumulou cerca de 1,4 milhão de baixas totais. Desse montante, estima-se que entre 400 mil e 450 mil soldados morreram diretamente em combate.
O tamanho de perdas russas é tão massivo que já supera em mais de nove vezes o total registrado pela União Soviética e pela própria Rússia em todas as guerras travadas desde o ano de 1945. Do outro lado, as forças comandadas por Volodymyr Zelensky, o presidente ucraniano, também enfrentam perdas expressivas, com estimativas que variam entre 525 mil e 625 mil baixas.
Avanço em paralisia
O desgaste das tropas começou a comprometer a capacidade de renovação do exército de Moscou. Conforme o estudo do CSIS, em 2026 a Rússia registra uma média de 30 mil a 34 mil baixas mensais, enquanto consegue recrutar apenas cerca de 27 mil novos soldados no mesmo período.
No campo de batalha, a ofensiva russa avançou apenas entre 50 e 90 metros por dia nas principais frentes, uma velocidade comparável às ofensivas mais lentas da Primeira Guerra Mundial. Segundo as análises oficiais, a combinação letal de campos minados e o uso intenso de drones pela Ucrânia transformou a linha de frente em uma zona altamente letal que dificulta qualquer avanço rápido.
*Sob supervisão de Giovanna Gomes