Pentágono libera novos arquivos e vídeos secretos de OVNIs
Quarto lote de arquivos do Pentágono traz análises históricas de Los Alamos e registros em vídeo feitos por militares americanos

O Pentágono realizou a desclassificação e a divulgação do quarto lote de documentos e registros visuais relacionados a Fenômenos Anômalos Não Identificados (UAPs, na sigla em inglês), popularmente conhecidos como OVNIs (Objetos Voadores Não Identificados).
A iniciativa atende a uma determinação direta do presidente Donald Trump, que orientou diferentes agências do governo norte-americano a mapear e liberar materiais sob sigilo que façam menção a objetos aéreos não identificados e à possibilidade de vida extraterrestre.
De acordo com as informações oficiais do Pentágono, o processo de publicação dos documentos ocorrerá de maneira gradual. O planejamento prevê a disponibilização de novos conjuntos de arquivos a cada intervalo de poucas semanas, à medida que os papéis e mídias forem localizados, catalogados e processados pelas equipes responsáveis.
Vale mencionar que, embora todos os arquivos liberados tenham passado por um crivo de segurança nacional para assegurar que nenhuma informação sensível à integridade do país fosse exposta, as autoridades fizeram um alerta importante: grande parte dos materiais divulgados neste lote ainda carece de uma avaliação técnica aprofundada capaz de solucionar ou explicar as anomalias visuais e operacionais registradas.
O movimento de abertura dos dados tem forte apoio político na cúpula de defesa e inteligência do país. Lideranças do alto escalão do governo, incluindo o Secretário de Guerra, Pete Hegseth, e a Diretora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard, manifestaram-se publicamente sobre a medida.
Ambos destacaram que o principal objetivo da ação governamental é assegurar um patamar inédito de transparência pública sobre tudo o que o Estado e as forças militares sabem a respeito desses fenômenos aéreos.
Casos históricos: Los Alamos e registros no espaço
Entre os documentos que mais despertaram a atenção dos analistas está a transcrição histórica de uma reunião científica realizada em 1949 no prestigiado Laboratório Científico de Los Alamos, situado no estado do Novo México. O encontro de cúpula teve como pauta central a análise das chamadas “bolas de fogo verdes”, fenômenos luminosos que vinham sendo sistematicamente avistados na região do laboratório ao longo de meses.
A conferência contou com a presença de físicos de destaque do período, muitos dos quais haviam atuado diretamente no desenvolvimento das primeiras tecnologias nucleares durante o Projeto Manhattan. Apesar do debate qualificado, o grupo de cientistas não conseguiu obter um consenso científico sobre a origem do fenômeno.
Outro registro histórico marcante resgatado pelo Departamento de Guerra envolve fotografias tiradas no espaço por astronautas da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA). As imagens foram obtidas a bordo do ônibus espacial Columbia durante a missão STS-80, que ocorreu no espaço entre os dias 19 de novembro e 7 de dezembro de 1996.
Nas fotos, um objeto de natureza desconhecida é observado em órbita baixa terrestre. Nas duas primeiras capturas, o objeto posiciona-se próximo ao centro da imagem, logo à direita do horizonte terrestre, apresentando movimentos de rotação ou tombamento sobre o próprio eixo — deslocamento que, conforme as Forças Armadas, assemelha-se ao comportamento físico de um corpo em órbita livre. Na terceira imagem, a silhueta do mesmo objeto aparece sobreposta ao globo terrestre, também centralizada na imagem.
Novas revelações
O grosso das desclassificações recentes é composto por gravações obtidas por modernos sensores infravermelhos acoplados a plataformas militares de monitoramento dos Estados Unidos, repercute a CNN Brasil.
Em um dos vídeos, gravado no ano de 2025 e reportado pelo Comando Indo-Pacífico ao Escritório de Resolução de Anomalias de Todos os Domínios (AARO), um objeto desconhecido é seguido de forma ininterrupta por um sensor infravermelho por mais de cinco minutos, período em que o equipamento realiza ajustes automáticos e panorâmicas para manter o foco na zona de contraste do alvo.
Outro registro relevante documenta uma ocorrência no leste dos Estados Unidos em 2015. O arquivo possui 21 segundos de duração e mostra um objeto deslocando-se em velocidade descrita pelos investigadores como intrigante. A gravação foi originalmente submetida à Força-Tarefa de Fenômenos Anômalos Não Identificados (UAPTF) da Marinha dos Estados Unidos, que posteriormente realizou a transferência do material para o AARO.
No Oriente Médio, um sensor da plataforma militar do Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) capturou, em 2023, imagens de um objeto que, além de acelerar rapidamente durante os 10 segundos de gravação, parecia modificar sua forma física ao longo do trajeto.
Ocorrências internacionais e formatos incomuns
Os registros desclassificados também revelam incidentes ocorridos em águas internacionais e áreas de forte monitoramento geopolítico:
- Mar da China Meridional (2024): Um vídeo de sensor infravermelho, proveniente de relatório do Comando Indo-Pacífico enviado ao AARO e liberado pelo Departamento de Guerra, flagrou um objeto voador com formato alongado que se assemelha a uma minhoca. A gravação mostra o instante exato do avistamento e o zoom subsequente do sensor que detalha a estrutura incomum do elemento.
- Velocidade impressionante (2019): Um vídeo de oito segundos, captado por um sensor infravermelho de uma plataforma da Força Aérea dos Estados Unidos, registrou um fenômeno que se deslocava em velocidade extrema. No início do clipe, o sensor detecta uma área de contraste e, após aplicar zoom, passa a rastrear o objeto, que parece piscar de forma intermitente.
- O “Fantasma Escuro” (2020): Em gravação realizada em janeiro de 2020 por meio de sensores infravermelhos de uma plataforma militar dos EUA, as forças de defesa mapearam um fenômeno de coloração marrom-escura com dimensões verticais estimadas entre 3,5 e 4,5 metros de altura. O formato do objeto foi associado nas análises visuais à silhueta de um “fantasma escuro” movendo-se sobre o oceano.
- Objeto em forma de estrela (2025): Também enviado pelo Comando Indo-Pacífico ao AARO, um vídeo de 18 segundos de duração mostra o acompanhamento de um objeto que possuía assinatura térmica e contraste idênticos aos de uma estrela de seis pontas. O sensor manteve o alvo travado no centro da tela durante a maior parte da exibição.