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Cientistas descobrem 6 deslizamentos massivos em Plutão pela 1° vez

Novo estudo descobriu 6 deslizamentos massivos em Plutão, movimentação têm o tamanho de cidades inteiras e interfere na formação do planeta

Fotografias feitas pelo satélite dos deslizamentos massivos em Plutão
Fotografias feitas pelo satélite dos deslizamentos massivos em Plutão - Créditos: Divulgação/ Pesquisadores do artigo publicado na revista Icarus (2026). DOI: 10.1016/j.icarus.2026.117210

Em um artigo publicado pela revista de divulgação científica Ícarus, cientistas provaram e mostraram os primeiros deslizamentos massivos em Plutão já vistos. Astrônomos utilizaram imagens feitas pela espaçonave New Horizons durante sobrevoo e notificaram 6 dos deslizamentos, sendo 3 crateras de impacto.

Embora a movimentação de grande camadas de gelo, rochas, e de detritos sejam comuns na Terra e em outros locais do nosso sistema solar, as imagens são as primeiras provas do ocorrido em Plutão.

Os deslizamentos massivos em Plutão

De acordo com a revista Phys, as imagens utilizadas pela equipe internacional de cientistas planetários são de julho de 2015. Nesse sentido, as imagens de alta resolução são do Imager de Reconhecimento de Longo Alcance (LORRI) e que capturou a superfície de Plutão à uma resolução de 300 metros por pixel.

Diante dessas imagens, os pesquisadores disseram que os sinais de deslizamentos eram inconfundíveis e que eram muito semelhantes aos terrestres. De maneira que puderam ser encontradas cicatrizes em forma de crescente no topo das paredes das crateras, blocos gigantes deslocados de gelo e longos depósitos de detritos em pisos de crateras. Em artigo, os autores escreveram:

Essas observações permitiram, pela primeira vez, reconhecer deslizamentos de terra em um dos corpos gelados mais proeminentes do Cinturão de Kuiper”.

Assim, ao analisar as crateras, conseguiram medi-las com o comprimento das menores crateras está entre 1,5 e 2,2 quilômetros. Já o maior dos deslizamentos possui aproximadamente 130 km quadrados. Ou seja, o impacto foi tão massivo que poderia engolir uma cidade pequena inteira.

Apesar de estar debaixo de camadas de gelo, Plutão é um ex-planeta geologicamente ativo. De maneira que impactos como esses interferem diretamente na modelagem dos terrenos. Conforme os pesquisadores:

A identificação de deslizamentos de terra na superfície de Plutão indica que as instabilidades de declividade gravitacional são processos generalizados e até então não revelados que podem ter contribuído para moldar a superfície do planeta anão.”

Por enquanto, os pesquisadores ficam no aguardo de melhores imagens e dados topográficos da superfície de Plutão para conseguir continuar as investigações sobre a geomorfologia do planeta-anão. Uma vez que, diferentemente de astros como Cernes, Marte e as luas de Saturno, o ex planeta é dificilmente visto da Terra. Ainda mais, com detalhes suficientes para prosseguir com o estudo.


*Sob supervisão de Felipe Sales Gomes

Historiador em formação que troca qualquer "sextou" por fofocas de época e análise econômica. Traduzo o mundo via cultura, provando que o passado é o melhor spoiler do presente. Quer entender como a engrenagem realmente gira? O convite para a viagem está nos meus artigos: