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Só existe apenas uma espécie de pirarucu, aponta estudo brasileiro

Segundo pesquisador, pirarucu apresenta diferenças, mas apenas variações naturais dentro de uma única espécie; entenda!

Foto de um pirarucu - Valdenor Magalhães

Na semana passada, um artigo publicado na revista Neotropical Ichthyology colocou em debate um dos maiores peixes de águas doces fluviais e lacustres do Brasil: o pirarucu.

Afinal, segundo o pesquisador Valdenor Magalhães, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), só existe apenas uma espécie do peixe. 

Vale ressaltar que o pirarucu tem se tornado uma espécie de paradoxo ambiental, visto que o peixe é extremamente vulnerável em seu local de origem. Em contrapartida, o pirarucu se torna um predador insaciável em outras regiões. 

++ O insólito caso do pirarucu, da Amazônia, que foi parar nos EUA

Apenas um 

Em entrevista à Agência Bori, Valdenor Magalhães aponta que o pirarucu apresenta diferenças, mas trata-se de variacões naturais dentro de uma única espécie. 

Essas variações individuais que vão desde tamanho do olho, quantidade de dentes, comprimento e formato de nadadeiras, altura do corpo e até mesmo a quantidade de vértebras, não seguem um padrão que nos permita agrupar ou identificar outras espécies morfológicas”, explica.

Para chegar aos dados do estudo, 82 peixes foram fotografados, sendo que 70 passaram por  por análise genética em quatro regiões: Alto rio Solimões, rio Juruá, rio Purus, e baixo rio Amazonas. 

O pirarucu

Como já dito, o pirarucu é o maior peixe de água doce da América do Sul. E devido sua importância, se torna cada vez mais necessário compreender a espécie para ajudar em sua conservação. 

“Por ser uma espécie de topo de cadeia alimentar, o pirarucu desempenha um papel ecológico fundamental para o equilíbrio dos ecossistemas onde ocorre naturalmente, principalmente predando e controlando a população de outras espécies. Preservar a espécie explorando-a de modo sustentável, como ocorre no sistema de manejo é uma forma de preservar também o seu papel ecológico”, finaliza o pesquisador.

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