Resgate em Long Island: 155 animais são salvos de casa em condições cruéis
A denúncia feita pela filha da suspeita alertou que a irmã mais nova vivia em meio a dezenas de animais mantidos em condições insalubres, colocando em risco a saúde de todos na residência

Uma operação de resgate massiva na região de Glen Cove, em Long Island, revelou um cenário de negligência absoluta dentro de uma propriedade na St. Andrews Lane. Mais de 155 animais foram retirados de uma residência descrita pelas autoridades como uma verdadeira casa dos horrores: mais de 130 gatos e cachorros, incluindo 43 felinos encontrados em estado crítico de saúde e dois cães
A responsável pelo local, Alena Horbatko, de 54 anos, foi presa após sua própria filha, de 18 anos, acionar o serviço de emergência por preocupação com a segurança de sua irmã mais nova. Segundo informações do veículo New York Post, os policiais que entraram na casa foram forçados a utilizar trajes de proteção especial devido à péssima qualidade do ar, que apresentava níveis tóxicos de amônia capazes de causar graves infecções respiratórias.

Cenário de caos
A situação dentro do imóvel era catastrófica e representava um risco à vida. A alta concentração de amônia detectada no ar foi causada pelo acúmulo de urina animal que impregnava toda a residência. Esses níveis eram perigosos o suficiente para desencadear complicações de saúde severas tanto nos animais quanto nos seres humanos que habitavam o local.
A situação no interior do imóvel foi descrita pelos agentes como “esmagadora”: conforme o relato policial registrado pelo New York Post, os oficiais afirmaram que “para todos os lados que você olhava, havia gatos” vivendo em meio à sujeira acumulada. A toxicidade era tamanha que um animal foi encontrado morto no local e outro faleceu a caminho do hospital veterinário. De acordo com a queixa criminal, a comida disponível era “inadequada para fornecer nutrição apropriada” e estava “contaminada com sujeira, fezes e outros detritos”.
Fome e água contaminada
A negligência extrema refletia-se na privação de cuidados básicos para a sobrevivência das dezenas de animais encontrados no local. Conforme o New York Post, os dois cães resgatados estavam sem qualquer acesso a alimento ou água limpa, dispondo apenas de uma “piscina infantil de água verde e suja” para tentar se hidratar.
A água disponível na residência foi classificada pelas autoridades como imprópria para o consumo humano ou animal. Além da insalubridade, descobriu-se que Alena Horbatko operava um site onde anunciava e vendia os animais que mantinha nessas condições deploráveis.
Determinação no resgate total
Apesar do alto número de resgates já efetuados, a missão das autoridades de Long Island ainda não terminou. A Sociedade de Prevenção da Crueldade contra Animais do Condado de Nassau (NCSPCA) acredita que alguns gatos com acesso à área externa ainda possam estar soltos na propriedade.
O detetive da organização, Brian Wasserman, demonstrou um compromisso firme em entrevista ao veículo Patch ao afirmar: “Temos que continuar a colocar armadilhas e voltar até que não haja mais nada para capturar”. Com determinação diante da barbárie encontrada, ele garantiu: “Nós vamos resgatar todos eles”.

Consequências e apoio local
A tragédia mobilizou a cidade de Glen Cove, levando diversos funcionários públicos a oferecerem lares temporários para os sobreviventes. A funcionária municipal Sue Tripp, que foi uma das primeiras a adotar um filhote resgatado, declarou ao veículo que “era impossível não querer ajudar”.
Enquanto isso, o processo judicial contra Alena Horbatko avança. Segundo a Procuradora Distrital Anne Donnelly, a acusada operava um site para vender os animais e agora responde por 67 acusações de tortura animal e negligência infantil. Atualmente, Alena Horbatko está sob uma ordem judicial que a proíbe de possuir animais e deve retornar ao tribunal no dia 10 de agosto.
*Sob supervisão de Giovanna Gomes