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Debaixo de mercado de peixes, igreja de 1.600 anos é encontrada na Itália

Igreja de 1.600 anos foi encontrada em escavação debaixo de mercado de peixes na Itália, marcando o culto cristão mais antigo da cidade

Foto de igreja de 1.600 encontrada na Itália debaixo de mercado
Foto de igreja de 1.600 encontrada na Itália debaixo de mercado - Créditos: Divulgação/Superintendência ABAP das províncias de Pádua, Treviso e Belluno

No final de 2025, arqueólogos começaram a escavar sob o antigo mercado de peixes de Oderzo, uma cidade antiga na região de Vêneto, no nordeste da Itália. O local já havia dado indícios de vestígios arqueológicos, mas a descoberta da Igreja de 1.600 anos surpreendeu arqueólogos.

Datada do fim do século 4 e início do 5, a descoberta inclui 30 metros quadrados de piso em mosaico policromados. Assim, se tornando o culto cristão mais antigo já identificado na cidade.

Conforme os arqueólogos, a escavação começou antes da construção de um novo empreendimento residencial. Uma vez que, embora a cidade fique fora das antigas muralhas da cidade romana de Opitergium, túmulos e mosaicos já tinham denunciado a presença de objetos arqueológicos no local.

A Igreja de 1.600 anos

Desse modo, foram encontrados, para além do piso, as fundações dos muros perimetrais da antiga igreja. Nesse sentido, o que se pode observar é que o edifício era retangular e dividido em três naves, uma central, para os fieis, e as outras a norte e a sul. A nave central e sul são as mais preservadas.

Além disso, a estrutura feita de tijolos e argamassa reproduzia tecnologias dos antigos vênetos, habitantes da região cerca de mil anos antes. De acordo com a revista Galileu, esses povos chegaram à região no século 10 a. C. No entanto, ela passou a ser mais ocupada apenas depois do domínio romano, por volta do século 2 a.C.

Desse modo, diante de seu posicionamento estratégico nas rotas comerciais, estima-se que a cidade já tenha sido ocupada por 50 mil pessoas no século 2 d. C. Contudo, a prosperidade acabou com a queda do Império Romano e as invasões dos visigodos, seguidos por hunos e ostrogodos.

Embora tenha havido tentativas de recuperar a comunidade depois, a região nunca mais foi a mesma. De qualquer forma, com os avanços das escavações, foram encontradas 4 sepulturas, das quais, 3 abrigavam dois indivíduos e nenhum objeto funerário.

Assim, os especialistas no espaço focam as atenções em identificar e datar as construções. De modo a liberar para o empreendimento residencial ser construído aos arredores da localização, preservando-a e mantendo-a aberta para visitação.


*Sob supervisão de Giovanna Gomes

Historiador em formação que troca qualquer "sextou" por fofocas de época e análise econômica. Traduzo o mundo via cultura, provando que o passado é o melhor spoiler do presente. Quer entender como a engrenagem realmente gira? O convite para a viagem está nos meus artigos: