Pombos podem ser usados para detectar câncer? Entenda!
Pombos treinados com tomografias de nódulos pulmonares podem detectar câncer e outras anomalias no corpo humano; entenda!

Será que seria possível colocar pombos para detectar câncer em tomografias? Segundo um novo estudo publicado na revista científica Animal Cognition a resposta é: sim! Embora o diagnóstico de patologias no organismo humano exija um olhar atento de médicos, sempre há a possibilidade de falha. Para evitar isso, nos últimos tempos muitos cientistas vêm investindo em ferramentas de IA e Machine Learning para analisar os exames.
Mas para os cientistas deste artigo, tal qual o médico é um animal treinado, pombos treinados poderiam identificar nódulos pulmonares em tomografias e radiologias. Foi dessa forma que o estudo lançado em janeiro divulgou que conseguiu treinar 6 pombos para identificarem e localizarem nódulos pulmonares suspeitos com precisão. Do câncer à enfisema, os animais surpreenderam os cientistas ao mostrar as vastas habilidades de radiologistas.
Como animais podem detectar câncer?
Conforme a Popular Science, alguns experimentos utilizando tecnologias de rastreamento ocular identificaram que muitos médicos e radiologistas experientes chegam a permanecer com olhos fixos no local dos nódulos e a ter suas pupilas dilatadas ao observá-lo. Porém, a informação não chega ao cérebro consciente e passa despercebida.
Ou seja, possivelmente, a informação por não completar o caminho cerebral pode levar à uma fatalidade. Dessa forma, a ideia dos cientistas foi encontrar animais que tivessem uma visão aguçada, que pudessem ser domesticados e treinados e respondessem mais rapidamente à impulsos visuais que os humanos.
Por isso, o pombo foi eleito como o animal ideal para a detecção de nódulos cancerígenos no organismo humano. De acordo com o pesquisador Gregory DiGirolamo, através do treinamento, os 6 pombos selecionados passaram a ter uma taxa de acerto elevadíssima. Inclusive, conseguindo identificar nódulos possivelmente cancerígenos em tomografias nunca mostradas nos treinamentos.
De acordo com a revista Galileu, a descoberta do estudo abre espaço para que novas possibilidades de desenvolvimento de ferramentas de auxílio em diagnóstico de cânceres e demais patologias surjam. Assim, erros médicos podem se tronar cada vez menos recorrentes. Os autores do artigo destacam: “Pombos podem ser utilizados como modelo animal para avaliar os processos perceptivos durante a detecção de anomalias e podem fornecer informações sobre novos treinamentos radiológicos otimizados”.
*Sob supervisão de Éric Moreira