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Navio da Segunda Guerra é encontrado com mil prisioneiros mortos

Destroços do navio cargueiro Hōfuku Maru são localizados após 80 anos, confirmando o destino de soldados aliados vítimas de ataque em 1944

Navio Japonês 2a Guerra
Originalmente operando como cargueiro, o Hōfuku Maru foi adaptado pela Marinha Imperial Japonesa para o transporte de prisioneiros de guerra no decorrer da Segunda Guerra Mundial, recebendo a denominação de "navio infernal" - Foto: Arquivo Federal Alemão

Uma expedição liderada pelo explorador e apresentador norte-americano Josh Gates localizou recentemente os restos do navio cargueiro japonês Hōfuku Maru na costa da ilha de Luzon, nas Filipinas. O navio, que repousa a cerca de 50 metros de profundidade, pertence a uma categoria infame da Segunda Guerra Mundial apelidada de “navio infernal”. 

Essa classificação era dada às embarcações que transportavam prisioneiros de guerra aliados em condições brutais, resultando em tragédias humanitárias em alto-mar.

Horror nos porões do navio

A embarcação transportava aproximadamente 1.200 soldados britânicos e holandeses quando foi torpedeada por aviões dos Estados Unidos em setembro de 1944. Muitos desses combatentes já haviam sobrevivido ao trabalho forçado na Ferrovia da Morte, entre a Birmânia e a Tailândia, antes de serem confinados nos porões do navio. 

No momento do ataque, cerca de 1.040 prisioneiros morreram presos nas ferragens ou devido ao naufrágio acelerado do cargueiro, que se partiu ao meio.

Erro fatal aliado

A tragédia foi potencializada por um erro de comunicação militar da época. Conforme informações detalhadas por Josh Gates ao veículo Live Science, o Japão não utilizava marcações nos navios que indicassem a presença de prisioneiros a bordo. Sem essa sinalização, os pilotos aliados atacaram o comboio japonês acreditando que atingiam um transporte de suprimentos inimigo legítimo

A localização exata dos destroços só foi possível após a equipe analisar registros japoneses de guerra, que se mostraram mais precisos que os relatórios americanos da época.

Túmulo de guerra

A operação de busca contou com drones subaquáticos que identificaram três seções distintas do casco espalhadas pelo leito marinho. Devido à presença confirmada de restos humanos no local, o naufrágio agora é oficialmente reconhecido como um túmulo de guerra protegido por convenções internacionais, o que impede qualquer perturbação aos destroços. 

A descoberta traz um encerramento histórico para as famílias das vítimas que aguardavam respostas sobre o paradeiro de seus entes queridos há oito décadas.

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*Sob supervisão de Felipe Sales Gomes

Meu propósito é dar voz a narrativas.