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Como a Pedra do Altar chegou ao Stonehenge? Estudo tenta explicar

Análises químicas da Pedra do Altar do Stonehenge revelaram que o megalito de 6 toneladas pode ter sido carregado por 700 quilômetros

Crédito: Reprodução
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Há séculos, historiadores e arqueólogos se questionam sobre a origem do Stonehenge e os motivos para os antigos o construírem. Recentemente, arqueólogos resolveram rastrear o ponto de origem da Pedra do Altar, peça central do monumento, e a distância pode impressionar.

Conforme os pesquisadores da Curtin University, o bloco maciço de arenito veio do nordeste da Escócia, à cerca de 700 quilômetros do Stonehenge. Porém, os arqueólogos procuram se ainda há a possibilidade da Era Glacial ter facilitado o transporte.

A origem da Pedra do Altar

Para compreender a origem do material, os pesquisadores retiraram pequenas amostras do mineral e, através de modelos computacionais de camadas de gelo antigas e bases de dados de minerais das regiões próximas, tentaram rastrear o recurso.

Assim, através da quantidade de zircão dentro do arenito, conseguiram identificar algumas fontes potenciais. Dentre elas, a mais compatível seria os depósitos de arenito em Caithness, no continente escocês, a cerca de 700 quilômetros de distância.

Porém, como carregar 6 toneladas por 700km não é uma dinâmica fácil para humanos, muito menos para seres sem máquinas, a equipe investigou se as geleiras poderiam ter transportado material de Caithness para o sul da Inglaterra. Desse modo, a distância de deslocamento diminuiria em quase 40%.

Surpreendentemente, um caminho possível é a antiga rota de Dogger Bank, uma massa de terra que ligava a Grã-Bretanha à Europa continental antes da elevação dos mares. No entanto, apesar de parecer mais plausível, a teoria glacial ainda tem um problema basilar: o Dogger Bank desapareceu milhares de anos antes do Stonehenge. Ou seja, possivelmente o gelo remanescente teve um papel secundário na articulação que levou a Pedra do Altar até o lugar.

Já outras teorias apontam para passagem por rios e águas costeiras como facilitadores do transporte. De todo modo, independente das teorias de facilitadores, o trabalho dos humanos do Neolítico se sobressai como um ato lendário que deixou marcas para a contemporaneidade

Nesse sentido, outras pesquisas apontam que a movimentação das rochas por quilômetros pode ter feito parte de uma grande competição entre comunidades locais.

Conforme a Archaeology Magazine, os próximos passos dos estudos são rastrear a fonte exata da pedra do altar no nordeste da Escócia. Dessa maneira será possível reconstruir a rota que as comunidades pré-históricas usaram para trazer à vida uma das estruturas mais misteriosas dos dias de hoje.


*Sob supervisão de Éric Moreira

Historiador em formação que troca qualquer "sextou" por fofocas de época e análise econômica. Traduzo o mundo via cultura, provando que o passado é o melhor spoiler do presente. Quer entender como a engrenagem realmente gira? O convite para a viagem está nos meus artigos: