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‘Caramelo’: o cãozinho morre no final do novo filme da Netflix?

História de amizade entre um chefe de cozinha e um cachorro tem feito sucesso na Netflix — mas final do filme preocupa internautas

Rafael Vitti e o cãozinho Amendoim estrelam 'Caramelo' - Crédito: Divulgação/Netflix

Lançado na última quarta-feira, 8, na Netflix, o filme ‘Caramelo’ tem emocionado espectadores por todo o país com uma história sensível sobre amizade. O longa, dirigido por Diego Freitas e estrelado por Rafael Vitti e pelo carismático cãozinho Amendoim, acompanha a vida de Pedro, um chef de cozinha que, no mesmo dia em que conquista a promoção dos sonhos, vê sua rotina virar de cabeça para baixo após ser seguido até em casa por um vira-lata atrapalhado.

A convivência entre os dois começa de forma caótica, mas logo se transforma em uma relação de profunda cumplicidade. Enquanto Pedro enfrenta o diagnóstico de um câncer e precisa repensar suas prioridades, o cachorro, batizado de Caramelo, se torna um companheiro fiel. O filme, vale destacar, é inspirado na própria história do diretor com sua cachorra Paçoca.

Desde o lançamento, as redes sociais se encheram de comentários de espectadores com uma dúvida em comum: afinal, o cachorro morre no filme? A preocupação é compreensível, uma vez que produções envolvendo animais frequentemente recorrem a finais trágicos para reforçar a carga dramática.

No entanto, de acordo com informações do portal Terra, os fãs podem assistir tranquilos: Caramelo não morre no final do filme. Em vez de apostar no drama da perda, a narrativa se concentra na relação entre Pedro e o cãozinho, mostrando como o animal transforma a vida do chef ao ensiná-lo a encarar a vida com mais leveza.

Um grande desafio

Rafael Vitti, que interpreta o protagonista, revelou que atuar ao lado de um animal foi uma das experiências mais desafiadoras e enriquecedoras de sua carreira.

Acho que esse filme foi o maior desafio que eu já tive até hoje, não só pelo fato de eu estar contracenando 90% do tempo com um cachorro”, contou o ator em entrevista ao Estadão.

“Isso para mim é muito interessante porque ele está sempre me trazendo novos estímulos, não tem como repetir. Eu adoro trabalhar através dessa perspectiva do que pode surgir, e isso acaba sendo inevitável de acontecer quando a gente tem um cachorro em cena.”

Adoção responsável

Além de emocionar, o filme também levanta uma bandeira importante: a da adoção responsável. Vitti acredita que a história tem potencial para inspirar o público a abrir o coração — e o lar — para os animais abandonados. “Não tenho a menor dúvida que [o filme] vai incentivar muita gente a repensar quando quiser comprar um cachorro”, afirmou o ator.

“Acho que eu vou no abrigo, talvez lá eu encontre um grande parceiro que vai alegrar meu lar e que vai me dar amor, e que vai receber muito amor também'”, declarou à fonte.

Giovanna Gomes é jornalista e estudante de História pela USP. Gosta de escrever sobre arte, arqueologia e tudo que diz repeito à cultura e à história do ser humano.