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Percy Jackson: os mitos abordados na nova temporada

Em entrevista recente, atores de Percy Jackson e os Olimpianos detalham temas mitológicos, curiosidades das filmagens e o papel de lendas antigas

Imagem de 'Percy Jackson e os Olimpianos' e das estátuas de Poseidon e Ares
Imagem de 'Percy Jackson e os Olimpianos' e das estátuas de Poseidon e Ares - Divulgação/Disney+ /Gaux e Ricardo André Frantz

Com a estreia da segunda temporada de Percy Jackson e os Olimpianos no último dia 10 de dezembro no Disney+, parte do elenco da produção participou de uma entrevista com a National Geographic para discutir como a mitologia grega — elemento central da franquia — está sendo representada e reinterpretada na adaptação televisiva da saga literária.

A conversa, conduzida por Kenny Curtis, apresentador do podcast Greeking Out da National Geographic, mergulhou em temas clássicos dos mitos, desafios de tradução desses conteúdos para uma audiência contemporânea e a própria conexão dos atores com os personagens e seus contextos mitológicos.

Mitologia em Percy Jackson

Durante o bate-papo, os atores Aryan Simhadri, que interpreta o sátiro Grover Underwood, e Daniel Diemer, no papel de Tyson, exploraram a presença de um elemento clássico da mitologia: o Velocino de Ouro.

No universo mitológico, o Velocino é a pele encantada de um carneiro cuja história está ligada à jornada épica de Jasão e os Argonautas para recuperar o trono perdido de Jasão. Essa mesma peça lendária surge na trama da segunda temporada da série, que adapta Percy Jackson e o Mar de Monstros, o segundo livro da saga.

Para além da estética e ação, a entrevista aprofundou como essas figuras e objetos simbólicos são reinterpretados para o público jovem e moderno. Os atores conversaram sobre a diferença entre as representações tradicionais dessas figuras nas fontes clássicas e a maneira como a série de TV as traz à vida.

Percy Jackson capa
Imagem promocional da segunda temporada da série – Disney+

Um dos temas abordados foi a deusa Circe, famosa na mitologia por sua habilidade de transformar homens em animais na Odisseia de Homero, e que agora aparece como uma personagem inserida na narrativa de Percy Jackson com nuances que conversam com a estética contemporânea da trama televisiva.

Essa ligação entre lenda e realidade também reflete um dos grandes desafios da produção: equilibrar fidelidade ao material original com a necessidade de apresentar conteúdos que sejam acessíveis aos novos espectadores da Disney+. A série, que já estreou sua primeira temporada com sucesso e chamou a atenção pela recepção positiva dos fãs, retoma exatamente esse processo de adaptação. Ao colocar personagens como Grover e Tyson em situações que evocam com fidelidade seus equivalentes literários, os produtores demonstram um esforço claro em manter a essência da mitologia enquanto introduzem elementos visuais e narrativos próprios da linguagem televisiva.

Outro aspecto abordado na entrevista foi a própria receptividade dos atores ao discutir temas que podem ser complexos ou menos conhecidos por parte do público. A mitologia grega, com seus deuses multifacetados, heróis impetuosos e artefatos sagrados, apresenta uma teia rica de histórias que exigem preparo para serem contadas adequadamente na tela.

A conversa com Curtis explorou esse ponto ao contextualizar cada mito dentro da narrativa da série, ajudando não apenas a esclarecer ao público leigo, mas também a afirmar a profundidade da pesquisa e do envolvimento dos intérpretes com seus papéis.

Enquanto isso, a própria produção de Percy Jackson e os Olimpianos segue gerando burburinho além das entrevistas. Nas redes sociais e eventos em torno da série, o elenco tem participado de painéis e divulgado material promocional destacando cenas inéditas da segunda temporada, revelando detalhes como a busca pelo Velocino de Ouro e a introdução de novos personagens como Tyson e Thalia — estes últimos encarnados por Daniel Diemer e Tamara Smart, respectivamente. Essa união entre o discurso mitológico clássico e a adaptação audiovisual contemporânea é parte do apelo contínuo da saga.

A série, ao mesmo tempo em que respeita as raízes literárias de Rick Riordan, amplia os espaços de diálogo entre antigos mitos e a cultura pop moderna, criando um produto que conversa tanto com fãs de longa data quanto com novos públicos. A entrevista  é mais um reflexo dessa tendência: atores e criadores colocando à disposição suas interpretações de histórias milenares — e, ao mesmo tempo, lembrando que, em 2025, esses mitos continuam tão vibrantes quanto quando surgiram há séculos atrás.


*Sob supervisão de Fabio Previdelli

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e nerd desde o berço, sou dono de uma mente inquieta que sempre tem mais perguntas que respostas. Vez ou outra, você pode ler textos meus sobre curiosidades históricas, música, ciência e cultura pop.