Matérias / Segunda Guerra Mundial

Durante a 2ª Guerra existiram 42 mil campos de concentração — inclusive no Brasil

O que a escola não nos ensinou? Na Sergunda Guerra, só no Brasil existiram 31 campos de concentração em 13 estados diferentes; saiba mais!

Campos de concentração no Ceará - Arquivo Nacional

A escola não nos ensinou vários aspectos sobre a Segunda Guerra Mundial, porém, talvez mais grave do que isso seja que a imprensa ocidental, no geral, deixou de lado muita informação importante e interessante. 

Por exemplo, ninguém nos ensinou que todos, absolutamente todos os países do planeta, em maior ou menor medida, participaram da guerra e, por isso, a coleção chama-se “A Guerra de Todos” (saiba mais informações ao final desta matéria)

Até porque não estava feita essa conta, mas nunca na escola nem a imprensa ocidental disseram, em escola nenhuma, que entre os diferentes tipos de campos de concentração existiram 42 mil durante a Segunda Guerra Mundial. Sim, 42 mil. 

E não só foram campos de concentração alemães do Eixo, também houve muitos dos Aliados, ainda quando o tratamento entre uns e outros era bem diferente. 

++ Etiópia: A primeira vitória aliada na Segunda Guerra Mundial

Campos de concentração no Brasil

É importante distinguir entre campos de concentração, campos de extermínio e campos de prisioneiro ou Stalag, que era a palavra em alemão. Todos eram diferentes. Somando todos eles, chega-se a esse número de 42 mil, porque houve campos, insisto, em quase todos os países do mundo. Aqui no Brasil, por exemplo, também houve 31 campos de concentração em 13 estados diferentes

Não nos ensinaram que o eufemismo de campos de internamento, que era a palavra que aqui se utilizava, significava campos de concentração e muitos deles eram dissimulados com nomes como colônia, casa de detenção, residência, hospedaria, penitenciária, vila militar, manicômio, presídio, casa de correção, que muitos já existiam, quase todos, simplesmente dividiam seu terreno para atender essa finalidade.

Qual finalidade? Deter alemães, italianos e japoneses, ou seja, imigrantes dessas nacionalidades, pela mera presunção de potencial de espionagem. 

Todos eles eram envolvidos sob o alternado nome de campos de internamento. Só dois, um em Pará e outro em Pernambuco, tinham a denominação de campos de concentração; e outro, um terceiro, em Minas Gerais, foi chamado de campo provisório de concentração de prisioneiros de guerra

A palavra concentração parecia esquivar-se já desde o começo da guerra. Bom, isso não nos ensinaram na escola e também não aparecia na imprensa oficial ou inclusive independente.


++ Mais detalhes destas histórias estão na coleção que Aventuras na História apresenta, denominada “A Guerra de Todos”. Dividido em oito livros, escrito pelo jornalista Edgardo Martolio, a coleção ajuda a entender a magnitude do conflito e também conta tudo aquilo que ainda pouco conhecemos da Segunda Guerra Mundial. 

O primeiro livro da coleção “A Guerra de Todos”, que possui o título de “O Eixo: Agressores, Iludidos e Anexados” já está em pré-venda. Saiba mais detalhes clicando aqui!