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Projeto indica que cientistas “ouviam” aliens da forma errada

Deformações causadas pelo Sol teriam impossibilitado comunicação da humanidade com aliens no espaço; entenda!

Radares no deserto apontando para o céu - Créditos: Getty Images

O Instituto Search for Extraterrestrial Intelligence (SETI), entidade sem fins lucrativos dos Estados Unidos, anunciou recentemente mudanças em seus planos de captação de possíveis sinais aliens.

Acontece que, desde sua formação, o instituto apontava dezenas de antenas para o espaço em busca de ondas de rádio de frequências ultra estreitas, o mesmo que o modelo humano de mandar mensagens ao espaço. Porém, uma análise recente demonstrou que as ondas emitidas pelos humanos ao passarem perto de estrelas tinham sido amplamente deformadas e distendidas.

Ou seja, os métodos de comunicação humana se tornavam facilmente confundidos com outras emissões radiológicas naturais do universo. Da mesma forma, os sinais possivelmente recebidos iriam ser “deformados”, mas esses, ao longo dos anos,  não foram analisados.

As deformações

Conforme o SETI, as deformações possuem diversas origens. Mas aquela apontada como mais provável de modificar as formas de contato planetárias são os raios plasmáticos das estrelas. Tempestades como as do nosso Sol são tão senão mais possíveis em outros sistemas planetários.

Sintetizando, um raio de alta frequência limpa que sai de um planeta pode ficar mais fraco e amplo antes mesmo de sair do seu sistema estelar. A revista DW aponta a fala do Dr. Vishal Gajjar, astrônomo do Instituto SETI e autor principal do estudo:

Se um sinal se alarga por causa do ambiente de sua própria estrela, ele pode ficar abaixo dos nossos limites de detecção, mesmo que esteja lá.

No entanto, a pesquisa só foi possível graças à análise feita pelos cientistas à sondas enviadas por nós há anos atrás. Percebeu-se que missões como Mariner 4, Pioneer 6, Helios 1 e 2  também já tinham passado pelo alargamento espectral ao atravessar o entorno do Sol.

Novas respostas

Ainda, ao passar por anãs-vermelhas as ondas de rádio se deformam ao ponto de se tornarem quase imperceptíveis. Dessa forma, o paradoxo de Ferni, o que coloca em conflito a possibilidade de vida inteligente fora da Terra e a falta de rastros delas, pôde encontrar uma breve resposta.

De todo modo, ainda não temos respostas se realmente há ou não vida extraterrestre. Apenas sabemos que nossos “ouvidos” estão mais abertos ao que eles tem para nos dizer.


*Sob supervisão de Felipe Sales Gomes

Historiador em formação que troca qualquer "sextou" por fofocas de época e análise econômica. Traduzo o mundo via cultura, provando que o passado é o melhor spoiler do presente. Quer entender como a engrenagem realmente gira? O convite para a viagem está nos meus artigos: