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Neto de Raúl Castro teria tentado enviar carta secreta a Trump, segundo jornal

Neto de Raúl Castro teria tentado encaminhar uma carta confidencial com propostas econômicas e um alerta de caráter militar ao presidente dos Estados Unidos

Raúl Castro, ex-presidente cubano
Raúl Castro, ex-presidente cubano - Getty Images

Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto do ex-presidente cubano Raúl Castro, tentou encaminhar uma carta confidencial ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com propostas econômicas e um alerta de caráter militar, de acordo com o jornal The Wall Street Journal.

De acordo com a reportagem, o documento sugeria possíveis acordos de investimento e cooperação econômica como forma de abrir um canal direto de negociação com a Casa Branca, além de incluir um recado sobre a preparação militar da ilha diante da possibilidade de um confronto com os Estados Unidos.

O envio da carta teria sido organizado com a ajuda de um empresário de Havana, que planejava viajar até Washington para entregar o material pessoalmente. No entanto, ele foi impedido de entrar no país ao desembarcar em Miami e acabou deportado de volta a Cuba, embora o documento tenha permanecido com autoridades americanas. O governo dos EUA não comentou o caso. Procurada, a gestão de Trump não confirmou se a carta chegou oficialmente à Casa Branca.

Paralelamente, fontes indicam que autoridades americanas ligadas ao secretário de Estado Marco Rubio se reuniram com o neto de Castro em fevereiro, durante um encontro da Comunidade do Caribe em São Cristóvão e Nevis. Não há confirmação se Rubio participou diretamente, mas relatos anteriores já apontavam conversas discretas sobre o futuro de Cuba.

Sem grandes detalhes

O secretário evitou detalhar os encontros, limitando-se a afirmar que os Estados Unidos estão abertos a ouvir propostas de qualquer interlocutor que apresente possíveis mudanças ou medidas concretas.

A Casa Branca avalia que Cuba enfrenta uma crise profunda e precisa de transformações rápidas. A porta-voz Karoline Leavitt afirmou que o país está “entrando em colapso” e que mudanças drásticas seriam necessárias.

Enquanto isso, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel declarou que a ilha está preparada para enfrentar uma eventual agressão militar, afirmação feita semanas após Trump mencionar a possibilidade de “tomar” Cuba.

Desde que voltou ao poder, Trump endureceu novamente a política em relação à ilha, recolocando Cuba na lista de países patrocinadores do terrorismo e retomando sanções semelhantes às adotadas em seu primeiro mandato (2017–2021).

Giovanna Gomes é jornalista e estudante de História pela USP. Gosta de escrever sobre arte, arqueologia e tudo que diz repeito à cultura e à história do ser humano.