Nasa testa avião supersônico que será vendido comercialmente
Segundo teste com o avião mais rápido que o som, X-59, carro chefe do projeto Quesst, foi concluído; NASA informa que o voo teve defeitos, porém foi um sucesso

Nesta última sexta-feira, 20, a NASA anunciou a realização do segundo voo experimental do avião comercial X-59. O avião é o “carro chefe” do projeto ‘Quesst’, projeto de produção de aviões supersônicos e de baixo impacto sonoro.
Segundo a agência de tecnologia americana, o voo foi bem sucedido, tanto o piloto quanto o protótipo pousaram com segurança. Porém, devido a uma falha na estrutura, o teste teve de ser abreviado.
O projeto
O projeto Quesst consiste na campanha aérea de produção de aviões supersônicos que possam circular sobre cidades do mundo. Entretanto, há um grande entrave nessa questão, quando superada a velocidade do som, 340,29 m / s ou aproximadamente 1.235 km/h, há um “boom sonoro” que é agressivo a pessoas e construções.
Portanto, para que a aeronave possa circular comercialmente livremente por todo o mundo, é necessário diminuir o máximo possível esse impacto.
A CNN informa que, após a redução acústica, a NASA planeja sobrevoar comunidades selecionadas dos EUA com as novas tecnologias, principalmente o X-59, para coletar dados sobre como as pessoas e as estruturas no solo percebem sua assinatura sonora.
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O voo marcado
Conforme o site de divulgação, o voo começou às 10h54 da manhã, partindo da Base Aérea de Edwards, perto da NASA Armstrong. Entretanto, o piloto responsável, Jim “Clue” Less, informou à central um aviso de complicações técnicas na nave poucos minutos depois da partida. Por isso, acabou retornando para o chão às 11h03 da manhã.
Apesar da brevidade de apenas 9 minutos de voo, Cathy Bahm, gerente de projeto do Low-Boom Flight Demonstrator no Armstrong Flight Research Center da Nasa, em Edwards, Califórnia, informou:
Apesar do pouso antecipado, este é um bom dia para a equipe. Coletamos mais dados e o piloto pousou com segurança. […] Estamos ansiosos para voltar ao voo o mais rápido possível.”
Ademais, os cientistas almejam, nos próximos passos do projeto, sobrevoar mais alto e mais rápido, para assim, compreender os limites da trajetória.
*Sob supervisão de Éric Moreira