Lady Di cogitou que filhos fossem criados no Islã, diz jornalista
Relato de Richard Kay reacende discussões sobre vida pessoal de Lady Di e suas visões fora dos padrões da realeza

Uma nova revelação sobre a vida íntima da Princesa Diana — a Lady Di — trouxe à tona aspectos pouco conhecidos de seus pensamentos e desejos para o futuro dos filhos. Segundo o jornalista Richard Kay, que manteve proximidade com a princesa nos últimos anos de sua vida, Diana teria considerado a possibilidade de que Príncipe William e Príncipe Harry fossem criados dentro da tradição islâmica.
A informação foi divulgada em um boletim especializado em bastidores da família real britânica e se baseia em conversas privadas que Diana teria tido com Kay. De acordo com o jornalista, a ideia surgiu durante o período em que a princesa se envolveu com Dodi Fayed, filho do empresário egípcio Mohamed Al-Fayed.
Lady Di no islamismo
Segundo o relato, Diana estava em um momento de transformação pessoal e emocional, repensando seu papel dentro — e fora — da monarquia. Nesse contexto, teria demonstrado abertura a novas experiências culturais e religiosas, incluindo o Islã. A possibilidade de conversão dos filhos, no entanto, nunca passou do campo das ideias e não chegou a se concretizar.
A revelação reforça a imagem de Diana como uma figura que frequentemente desafiava convenções. Ao longo de sua vida, ela já havia rompido com diversas tradições da realeza, seja na forma de se relacionar com o público, seja em suas escolhas pessoais. Sua postura mais independente e, por vezes, imprevisível, contribuiu tanto para sua popularidade quanto para tensões com a família real.
Especialistas apontam que o contexto da época é essencial para compreender a declaração. Nos anos 1990, após o divórcio de Rei Charles III, Diana buscava redefinir sua identidade longe das restrições impostas pela monarquia. Seu relacionamento com Dodi Fayed, embora breve, foi intensamente acompanhado pela mídia e simbolizou esse afastamento dos padrões tradicionais.
Ainda assim, não há qualquer evidência de que a princesa tenha tomado medidas concretas nesse sentido. O próprio relato de Kay indica que se tratava mais de uma reflexão pessoal do que de um plano estruturado.
A divulgação da história também reacende debates sobre a forma como a vida de Diana continua sendo interpretada décadas após sua morte, em 1997. Muitas de suas atitudes e declarações ainda são revisitadas sob diferentes perspectivas, o que demonstra o impacto duradouro de sua figura na cultura popular e na história da monarquia britânica.