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Curadores afirmam que pergaminhos bíblicos são a maior descoberta arqueológica de todos os tempos

Os pergaminhos da época de Jesus, que estão sendo considerados a maior descoberta arqueológica de todos os tempos, estarão em exposição no Museu da Bíblia

Os pergaminhos foram encontrados nas cavernas de Qumran - Créditos: Pen News/Eitan Klein-IAA

Frágeis manuscritos descobertos em cavernas no deserto em 1947 revelaram textos bíblicos datados de séculos anteriores e da época de Jesus. No próximo mês, fragmentos desses achados serão expostos no Museu da Bíblia, em Washington DC, nos Estados Unidos.

A nova exposição irá substituir fragmentos de escrituras de Salmos, Números e Lamentações que já estavam em exibição e contará com textos raros, incluindo trechos de escrituras de Isaías.

O preservado manuscrito de Isaías, um dos livros proféticos mais influentes da bíblia, foi copiado pelos escribas, responsáveis por escrever e copiar documentos, por volta do século I d.C. e escrito em hebraico antigo sobre couro.

Além do livro de Isaías, a coleção irá exibir outros escritos como passagens do Livro de Tobias judaico, o relato apócrifo do nascimento de Noé e fragmentos de rolos de filactério usados em orações.

O curador-chefe do museu, Bobby Duke, revelou à WORLD que os pergaminhos são as maiores descobertas arqueológicas de todos os tempos.

“Antes da descoberta dos Manuscritos do Mar Morto, nossos melhores manuscritos hebraicos datavam de cerca de 1.000 d.C […] Todos eles datam do século II a.C. ao século I d.C., o que reduz em… 1.000 anos a transmissão de manuscritos”.

Pergaminhos

Os pergaminhos, que correspondem aproximadamente a 1.000 manuscritos antigos, estão preservados em milhares de fragmentos e foram encontrados nas cavernas de Qumran, no deserto da Judeia, próximo ao Mar Morto.

Eles foram escritos em velino, pergaminho feito de pele animal, como em papiro e finas lâminas de metal. Os textos estão em hebraico, aramaico, grego e nabateu, de acordo com o Daily Mail.

Além dos já citados, a exposição conta com o Apócrifo de Gênesis, um Manuscrito do Mar Morto que detalha sobre o nascimento de Noé, descrevendo as preocupações em torno da sua aparência incomum e os tumores de seu pai. Partes do Livro de Tobias também farão parte da exposição, assim como artefatos ligados à Jerusalém antiga, que inclui uma pedra de pavimentação que os visitantes podem atravessar, e parte da estrada dos peregrinos. A pedra de Magdala também estará exposta.

Ao finalizar a exposição, os visitantes irão encontrar uma pedra de 1.800 quilos, retirada do Monte do Templo.


*Sob supervisão de Giovanna Gomes