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Conheça os planetas “super-fofos” conhecidos pela NASA que estão desafiando a ciência

Gigantes do diâmetro de Saturno e densidade de um algodão doce: o que são os planetas de “algodão-doce” analisados de perto pelos cientistas da NASA?

Imagem ilustrativa do planeta Kepler 51 d, c e o b - Créditos: NASA

Os planetas Kepler-51b, Kepler-51c e Kepler-51d, localizados a cerca de 2.615 anos-luz da Terra têm sido um desafio para os cientistas da NASA explicarem. As suas atmosferas, extremamente espessas, estão escondendo as características que poderiam explicar como os planetas conseguem manter suas composições. 

Devido sua característica de serem pouquíssimos densos, os astrofísicos os chamaram de “super-puffs” ou “super-fofos”. Mais tarde, fora da comunidade científica, os astros foram apelidados de “planetas-algodão-doce”.

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Desafio dos cientistas

Pesquisadores da Pennsylvania State University (Estados Unidos) explicam que seus tamanhos — próximos ao de Saturno —, e núcleos proporcionalmente pequenos, apresentam aparente incompatibilidade, gerando um verdadeiro desafio para os cientistas explicarem. 

Para piorar a situação, ao invés de ter que explicar o surgimento de um planeta, nesse sistema, existem três de iguais características. No caso do Kepler-51d, há mais uma complicação ao estudo, esse planeta mantém uma distância próxima à de Vênus com o Sol.

Resoluções da ciência

Perguntas como: “Qual é o tamanho do núcleo desses planetas?” e “qual material os compõem?” ainda permanecem em aberto. Um verdadeiro desafio para a ciência astrofísica e astronomia moderna.

As explicações mais aceitas na academia e nos laboratórios é que essas estruturas ainda são muito novas, formadas há apenas 500 milhões de anos, número baixíssimo comparado aos quase 4,5 bilhões que nosso sistema possui. 

A pouca idade justificaria o porquê que essas estruturas ainda não foram absorvidas pela estrela central de sua constelação. Outra teoria levantada, foi que muito provavelmente o planeta se formou em outra região e paulatinamente tem se aproximado da estrela Kepler-51, repercute o g1.

João Eduardo Fonseca, que dirigiu planetários em São Paulo e hoje atua como consultor em instrumentação para astronomia, em uma entrevista para a prefeitura de São Paulo afirma: “Este tipo de descoberta fascina a comunidade científica”.

Apesar das novas descobertas decorrentes dos telescópios espaciais James Webb e Hubble, esse ainda permanece um fofo mistério do universo.


*Sob supervisão de Éric Moreira

Historiador em formação que troca qualquer "sextou" por fofocas de época e análise econômica. Traduzo o mundo via cultura, provando que o passado é o melhor spoiler do presente. Quer entender como a engrenagem realmente gira? O convite para a viagem está nos meus artigos: