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Cientistas descobrem célula existente somente na gravidez

Novo mapeamento celular de transformações ocorridas durante a gravidez identifica novo tipo de célula existente somente no período

Ilustração de feto durante a gravidez
Ilustração de feto durante a gravidez - Créditos: Getty Images

Publicado no dia 8 deste mês, o artigo publicado na revista de divulgação científica, Nature, apontou para a existência de um novo tipo de célula. No entanto, essa partícula só pode ser observada durante a gravidez. Ou seja, pode ser uma peça fundamental desconhecida do processo da geração de um ser humano que só agora foi escancarado ao mundo.

Porém, os cientistas responsáveis pelo estudo apontam para a célula como uma das responsáveis por acidentes gestacionais como a eclâmpsia e a pré-eclâmpsia. Avanços na pesquisa podem apontar para cura dessas doenças e explicação de outras.

O descobrimento

Conforme a revista Live Science, o descobrimento do novo subtipo de célula ocorreu em meio a um verdadeiro “atlas” da gestação. Um mapeamento de todas as transformações uterinas durante a gestação desde a 5° semana até a 39° semana.

Contudo, uma célula antes não identificada foi vista crescendo conforme a necessidade de sustentação e acomodação do feto no útero. Ainda, segundo Cheng Wang, um dos autores do estudo, é possível que essa célula nem sequer exista no corpo fora do período de gestação.

Assim, após conferir em todas as fontes confiáveis, perceberam a ignorância da camada científica sobre a célula. Aparentemente, esse micro-organismo está ligado à conexão da placenta ao suprimento sanguíneo materno ao feto. Surpreendentemente, os conectores e receptores dessas células possuem sensibilidade ao contato com canabinoides e substâncias presentes neles, como o THC e CBD.

Possíveis explicações

Contudo, segundo os cientistas, essa reação pode explicar os motivos das consequências negativas do consumo de cannabis durante a gravidez. Dentre os efeitos é possível destacar a diminuição do fluxo sanguíneo para a placenta, a baixa oxigenação do feto, o maior risco de parto prematuro e até mesmo o baixo peso ao nascer.

Mais do que os efeitos das drogas, o estudo aponta que essa característica de recepcionar a troca de sangue entre o útero e o feto pode explicar quais são os motivos de casos de pré-eclâmpsia e eclâmpsia durante a gestação.

Dessa forma, com a popularização dessa nova partícula do ser humano, podemos esperar mais avanços científicos sobre a saúde na gestação.


*Sob supervisão de Éric Moreira

Historiador em formação que troca qualquer "sextou" por fofocas de época e análise econômica. Traduzo o mundo via cultura, provando que o passado é o melhor spoiler do presente. Quer entender como a engrenagem realmente gira? O convite para a viagem está nos meus artigos: