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Meia-tijela

Termo era usado para nobres jovens e mais pobres

Celso Miranda Publicado em 01/01/2008, às 00h00 - Atualizado em 23/10/2017, às 16h36

Comum até a década de 80 para descrever algo insignificante ou de má qualidade, o termo, usado na literatura portuguesa desde o século 15, originalmente se referia aos fidalgos que viviam de favores na corte. Filhos mais jovens de nobres, com escassas chances de herdar terra, tinham poucas alternativas para se sustentar – viravam padres, militares ou prestavam serviços a outros nobres. O folclorista Pedro Chaves, em Rifoneiro Português, de 1945, explicou que eles eram chamados de “fidalgos de meia-tigela” porque, mesmo morando nos palácios, não participavam dos principais rituais, como os banquetes em que, no fim, quebravam-se louças, pratos e tigelas. A eles sobrariam os cacos. E as meias-tigelas.

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