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Atriz diz que teve de fazer terapia para viver Elize Matsunaga

Atriz que interpreta a criminosa Elize Matsunaga no filme “Elize: Sombras de uma Mulher”, da Netflix, relata como se preparou para o papel

Lorena Comparato e Henrique Kimura como Elize Matsunaga e Marcos Matsunaga em "Elize: Sombras de uma Mulher"
Lorena Comparato e Henrique Kimura como Elize Matsunaga e Marcos Matsunaga em "Elize: Sombras de uma Mulher" - Créditos: Divulgação/Ana Pazian/Netflix

Na última quarta-feira, 22 de julho, o longa metragem produzido pela Netflix “Elize: Sombras de Uma Mulher” voltou a chamar atenção para o caso de Elize Matsunaga. A assassina que virou notícia internacional está sendo vivida pela atriz Lorena Comparato que, em entrevista, revelou como se preparou para o papel.

De acordo com a entrevista da atriz, para interpretar a mulher que matou e esquartejou o marido, Marcos Matsunaga, herdeiro e diretor executivo da Yoki, Lorena teve de fazer terapia, de forma que aguentasse interpretar a autora do crime que parou o Brasil em 2012. Ela disse:

Foi interessantíssimo o processo todo que a gente teve de cuidado com a gente, com a nossa saúde mental. Eu fiz terapia para mim, fiz terapia para a personagem da Elize para poder me preparar“.

Acompanhe o trailer de divulgação:

Viver Elize Matsunaga, o drama e a ficção

De acordo com a atriz, para poder viver os momentos de intimidade e poder suportar toda a carga emocional daquele relacionamento, que acabou em desastre, foi disponibilizada a ela uma coordenadora de intimidade. Sobre a presença da profissional, destacou:

Ela estava muito presente o tempo inteiro. Acho que a meta dela ali era realmente fazer com que uma coisa tão difícil como essa história fosse o mais confortável possível, porque é grande o desconforto. A história não é fácil, é uma dramaturgia super complexa, então, a maneira que a gente consegue realizar a contação dessa história é num ambiente em que a gente esteja protegido“.

Ademais, para Lorena, ficar imersa em uma realidade tão pesada só foi possível por ter pessoas com quem conversar e trocar experiências. Ao mesmo tempo, para além dos profissionais envolvidos no filme, Lorena teve um apoio especial.

Acontece que a irmã da atriz, Bianca Comparato, compartilha da mesma profissão e interpretou Ana Carolina Jatobá na série Tremembé, da mesma produtora. Por isso, demonstrou muita preocupação com Lorena e a apoiou como alguém que já tinha passado por uma experiência parecida e que sabia como era viver um personagem controverso.

Então ela perguntou muito se eu estava bem, se eu estava dormindo, se eu estava comendo bem. Ela ficou muito preocupada com o meu bem-estar durante o processo. Quando você é uma atriz que passa por um projeto tão denso, ela disse que foi percebendo depois o quão pesado foi”, disse a atriz que interpreta Elize Matsunaga.

Além disso, Lorena também revelou que antes mesmo de ser selecionada já tinha começado sua imersão na história bizarra de Elize. Nesse sentido, quando descobriu que havia sido selecionada, aprofundou ainda mais no caso através de suas pesquisas individuais e dos documentos liberados pela equipe. Ela estacou em depoimento à CNN Brasil:

Quando chegou o roteiro de Raphael Montes e Mariana Torres, eu entendi o recorte da história que a tinha iria contar dessa personagem. O filme é uma ficção baseada em fatos, então toda a minha pesquisa acabou virando um material gigante para eu compor essa personagem cheia de camadas e super complexa”.

Elize Matsunaga série capa
Lorena Comparato como Elize Matsunaga – Divulgação/Netflix

Embora a história seja uma ficção baseada em fatos, houve a integração de partes da história real, autos do processo, material adquirido por notícias e pesquisas entre outros conteúdos. Por não termo todos os detalhes da história, foi necessário preenchê-la com ficção, mas:

cuidando para que a gente não fuja, para que a gente não saia inventando coisas e, sim, costurando para dentro, baseando melhor o que a gente sabe que é realidade”.


*Sob supervisão de Giovanna Gomes

Historiador em formação que troca qualquer "sextou" por fofocas de época e análise econômica. Traduzo o mundo via cultura, provando que o passado é o melhor spoiler do presente. Quer entender como a engrenagem realmente gira? O convite para a viagem está nos meus artigos: