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Palácio de Buckingham: reforma de 369 milhões foca em turismo e escritórios

Mesmo após renovação histórica, o Rei Charles opta por permanecer em sua residência atual, transformando o palácio em um centro de atividades de Estado

O Palácio de Buckingham, que segue como sede oficial da monarquia britânica e palco de cerimônias de Estado. Foto: Andrew Matthews/WPA Pool/Getty Images

O Palácio de Buckingham, símbolo máximo da monarquia britânica em Londres, está prestes a concluir uma reforma colossal de 369 milhões de libras (aproximadamente R$ 2.524.602.060,00). No entanto, o Rei Charles já confirmou que nunca se mudará para a icônica residência. A decisão rompe com uma tradição de séculos, mas assessores palacianos garantem que o local permanecerá como um “centro de intensa atividade” para funções de Estado, escritórios administrativos e, cada vez mais, como um ponto de acesso para o público.

Fim de uma tradição

A escolha do monarca Charles e de sua esposa, a Rainha Camilla, de permanecer na Clarence House, uma residência mais íntima localizada nas proximidades, reflete uma preferência histórica compartilhada por outros membros da realeza. Conforme reportado pelo jornal The Guardian, o rei deseja evitar o transtorno de uma mudança monumental, considerando que ele e a Rainha Camilla possuem 77 e 78 anos, respectivamente, além do diagnóstico de câncer enfrentado pelo soberano. Historicamente, a Rainha Vitória também hesitou ao chegar ao palácio em 1837, e a Rainha Elizabeth II só se mudou sob pressão de seu primeiro-ministro, Winston Churchill.

Charles III e Camilla em Clarence House, residência escolhida pelo rei durante e após a reforma do Palácio de Buckingham. Foto: Chris Jackson/Getty Images.

Hub de atividades reais

Apesar da ausência de residentes reais nos andares superiores, o palácio não ficará vazio. A imponente estrutura de 775 quartos abriga 92 escritórios e 188 quartos para funcionários. 

Planos recentes preveem a transferência de equipes que hoje trabalham no St James’s Palace para Buckingham, permitindo que espaços antigos sejam alugados comercialmente para aumentar a receita da Coroa. De acordo com informações oficiais da monarquia publicadas pelo veículo The Guardian, o estandarte real continuará sendo hasteado para indicar que o soberano está em Londres, mantendo a mística do local para os visitantes.

Foco no turismo

A ampliação do acesso ao público é uma das principais justificativas para o alto investimento público na obra. Entre 2024 e 2025, o palácio registrou o recorde de 683 mil visitantes. Espaços como a biblioteca do Príncipe Albert serão transformados em salas de audiência para a Rainha Camilla e incluídos nos roteiros turísticos. 

Até mesmo o Príncipe William e Kate, Princesa de Gales, parecem apoiar essa nova configuração, tendo estabelecido sua residência definitiva em Windsor. O palácio, enfim, consolida-se como um escritório de primeira classe e monumento nacional.


*Sob supervisão de Felipe Sales Gomes

Meu propósito é dar voz a narrativas.