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Milhares de terremotos em linha reta revelam micro placa tectônica no Alasca

Rastreamento sísmico revelou milhares de pequenos em uma linha surpreendentemente reta, revelando uma micro placa tectônica

Cenário construído por Milhares de terremotos em linha reta revelam micro placa tectônica no Alasca
Cenário construído por Milhares de terremotos em linha reta revelam micro placa tectônica no Alascaca - Créditos: Getty Images

A Cordilheira de Montanhas do Alasca sempre impressionou por sua formação majestosa e por sua incrível linearidade. Contudo, a frequente aparição de terremotos leves levou os cientistas a descobrirem a mini placa tectônica Yakutat perto da falha de Denali.

Possivelmente, a pequena placa tem sido responsável pelo surgimento de pequenos vulcões e terremotos no território. Uma vez que a placa Yakutat possui maior densidade e espessura que a placa tectônica dos Estados Unidos, ela está entrando por debaixo da placa americana e erguendo montanhas em território americano.

Inclusive, muito provavelmente a placa tem interferência direta na construção da Cordilheira do Alasca e do Monte McKinley, também conhecido como Denali, que é conhecido por ser a montanha mais alta da América do Norte. Meghan Miller, primeira autora do estudo e sismóloga da Universidade Nacional Australiana, disse:

Ser capaz de identificar onde a microplaca Yakutat está na subsuperfície nos ajudou a entender o movimento tectônico.”

A micro placa tectônica

Parte do planalto subaquático, que está entrando debaixo da placa americana, ainda está na costa do Alasca. Porém, devido sua entrada, ainda é difícil entender exatamente onde começa e quais são os limites da placa que subduziu, entrou por debaixo da outra.

Nesse sentido, os pesquisadores instalaram 7 sismómetros ao sul da falha Denali, que atravessa a Cordilheira do Alasca. Assim, será mais fácil captar movimentos tectônicos com mais clareza.

Conforme o Live Science, em 2002, a área ficou conhecida por um terremoto de magnitude 7,9 que foi sentido de Seattle. Mas o que guiou a descoberta foram cerca de 3.000 minúsculos terremotos agrupados em uma linha limpa que percorre 250 quilômetros sob a falha de Denali.

Assim, os geógrafos, percebendo a formação curiosa alinhada com os movimentos sísmicos, investigaram e fizeram a descoberta. Por esse motivo que o artigo publicado na revista The Seismic Record, no dia 4 de junho, aponta para um conflito tectônico que emite energia sísmica diretamente para a superfície. Ou seja, daí que viriam os tremores frequentes.


*Sob supervisão de Éric Moreira

Historiador em formação que troca qualquer "sextou" por fofocas de época e análise econômica. Traduzo o mundo via cultura, provando que o passado é o melhor spoiler do presente. Quer entender como a engrenagem realmente gira? O convite para a viagem está nos meus artigos: