FBI frustra plano de atentado com drones durante evento do UFC na Casa Branca
Investigação identificou rede com 23 suspeitos que planejava usar drones e atiradores para atacar evento em Washington; entenda!

O FBI afirmou ter frustrado um plano de atentado que teria como alvo o evento “UFC Freedom 250”, realizado no gramado da Casa Branca durante as celebrações dos 250 anos da independência dos Estados Unidos e do aniversário do presidente Donald Trump. A informação foi divulgada pela agência Associated Press e confirmada posteriormente após acesso a documentos judiciais relacionados à investigação.
Segundo os registros obtidos pela agência, o plano envolvia o uso de drones carregados com explosivos para atingir prédios próximos ao local do evento. O objetivo seria provocar uma evacuação em massa e direcionar a multidão para áreas onde atiradores estariam posicionados estrategicamente.
O evento ocorreu na madrugada de domingo para segunda-feira, 15, e reuniu público em frente à residência oficial do presidente dos Estados Unidos.
Plano previa ataque coordenado
De acordo com os documentos judiciais, os investigadores identificaram uma rede formada por 23 suspeitos que discutiam e planejavam o ataque. Até o momento, cinco pessoas foram presas por supostamente integrarem a organização.
As detenções ocorreram em três estados diferentes: Ohio, Missouri e Nebraska. O Serviço Secreto dos Estados Unidos colaborou com o FBI durante a operação.
Em comunicado divulgado à imprensa norte-americana, o diretor do Serviço Secreto, Sean Curran, afirmou que agentes trabalharam continuamente nos dias que antecederam o evento para localizar os envolvidos e impedir a execução do plano.
Armas e munições foram apreendidas
Entre os suspeitos identificados está Tycen Proper, de 19 anos. Segundo a denúncia criminal, ele teria utilizado aproximadamente US$ 3 mil de seu dinheiro de formatura para comprar armas, carregadores extras, munições e outros equipamentos relacionados ao suposto atentado.
As autoridades apreenderam diversos armamentos, incluindo um fuzil da família AR, um fuzil leve pintado com a bandeira dos Estados Unidos e caixas contendo milhares de cartuchos de munição.
Segundo os investigadores, os pais do jovem procuraram o FBI após perceberem mudanças em seu comportamento. Eles relataram que o filho havia abandonado o emprego para realizar supostas “missões” e atividades de reconhecimento com pessoas conhecidas pela internet, repercute o g1.
Conversas online ajudaram investigação
A investigação também identificou conversas realizadas por meio do aplicativo Signal. Segundo a Associated Press, uma análise preliminar do celular de um dos suspeitos revelou discussões envolvendo pelo menos 23 usuários sobre atividades preparatórias relacionadas ao ataque.
O FBI informou que encontrou indícios de que a retórica compartilhada online havia evoluído para um planejamento operacional mais concreto. Embora existissem dúvidas sobre a capacidade do grupo de executar todas as etapas do plano, os investigadores concluíram que uma eventual tentativa de atentado provavelmente resultaria em diversas mortes.
A operação das autoridades impediu que o plano avançasse e resultou na prisão de integrantes apontados como participantes da rede investigada.
*Sob supervisão de Éric Moreira