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Americanos devem decapitar peixe invasor que ‘caminha’ por terra firme

Autoridades dos Estados Unidos emitem alerta para que cidadãos exterminem o peixe cabeça-de-cobra, predador asiático capaz de sobreviver fora d'água

O peixe-cabeça-de-cobra-do-norte, apelidado de "peixe Frankenstein", é uma espécie invasora que ameaça os ecossistemas da América do Norte - Departamento de Agricultura dos EUA/Getty Images

Uma nova fase da invasão do peixe-cabeça-de-cobra-do-norte, apelidado popularmente de peixe Frankenstein, colocou as autoridades ambientais dos Estados Unidos em alerta máximo. Recentemente, a espécie foi avistada pela primeira vez em Nova York, no lago Lily Pond, o que levou a um pedido inusitado à população local. 

Pescadores e cidadãos foram instruídos a jamais devolver o animal à água, mas sim exterminá-lo imediatamente por meio de métodos drásticos como a decapitação ou a evisceração.

Resiliência fora d’água

Nativo da Ásia, esse predador possui uma característica que parece saída de um roteiro de ficção: ele consegue respirar ar e se deslocar por terra firme. Sua pele úmida permite que ele sobreviva por dias em solo seco, rastejando entre diferentes corpos d’água sob condições adequadas para colonizar novos territórios.

Segundo especialistas do Departamento de Conservação do Missouri, a simples retirada do animal da água e seu abandono na margem não garante a morte, motivo pelo qual a orientação oficial é o corte da cabeça ou o lacre do espécime em sacos plásticos.

Ameaça aos ecossistemas

A preocupação reside no comportamento altamente agressivo e na rapidez reprodutiva da espécie, cujas fêmeas podem depositar até 15 mil ovos várias vezes ao ano. Heidi O’Riordan, que atua como gerente regional de pesca do Departamento de Conservação Ambiental de Nova York, explicou que esses animais não possuem predadores naturais em solo americano e devoram praticamente tudo o que encontram, desde rãs e outros peixes até pequenos pássaros e mamíferos

Conforme Gale Norton, ex-secretária do Interior dos EUA que historicamente propôs banimentos contra a espécie, o impacto para a pesca local pode ser devastador caso a disseminação não seja contida pela ação direta da população.


*Sob supervisão de Giovanna Gomes

Meu propósito é dar voz a narrativas.