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Memórias de ex-assessora revelam noite de quase romance com Robert Kennedy

Em biografia, Donna Chaffee narra sua trajetória com o senador, desde as caronas com beijos no rosto até um convite para uma noite íntima em hotel

Donna Chaffee e Robert Kennedy na capa do livro de memórias "First Great Sorrow: My Years With Robert Kennedy" - Divulgação/Library Tales Publishing

Donna Chaffee tinha acabado de se formar no ensino médio quando o assassinato do presidente americano John F. Kennedy mudou sua vida e seus objetivos profissionais. Decidida a servir ao país como forma de homenagem, ela buscou uma vaga de voluntária com o irmão do falecido líder, o então senador Robert Kennedy, figura central da política dos Estados Unidos na década de 1960. 

Conforme detalhado em sua obra autobiográfica intitulada First Great Sorrow: My Years with Robert F. Kennedy, o que começou como uma admiração distante logo se transformou em uma convivência diária marcada por uma dinâmica de flerte e proximidade.

Beijos como rotina

Chaffee trabalhava inicialmente organizando a correspondência do gabinete e fazia questão de cruzar o caminho do senador o máximo possível. Com o tempo, ela passou a pegar caronas frequentes com o chefe ao final do expediente. 

Ao descer do carro, a jovem costumava perguntar de forma audaciosa se ele não lhe daria um beijo de despedida, pedido que Robert Kennedy atendia rotineiramente com um beijo no rosto. Embora admita hoje a existência de uma complexa dinâmica de poder por ele ser seu superior e um homem casado, ela relata que os encontros eram emocionantes e esperados.

Noite em hotel

O relacionamento atingiu um ponto de virada em 1966, durante um evento de campanha em San Francisco, no luxuoso Fairmont Hotel. De acordo com o relato exclusivo publicado pela revista People, o senador a puxou de lado, beijou-a nos lábios e pediu que ela retornasse à sua suíte mais tarde naquela noite. 

Chaffee, que afirma ter estado perdidamente apaixonada, sentiu-se dividida pela admiração quase religiosa que sentia pelo líder político e acabou decidindo não comparecer ao encontro íntimo, deixando apenas um bilhete de desculpas.

Luto e legado

Apenas quatro anos após iniciar sua trajetória em Washington, a jovem assessora viu-se em uma posição dolorosa ao ajudar a coordenar o funeral de Robert Kennedy, assassinado em 1968. Atualmente, ela expressa decepção ao notar que as buscas na internet pelo nome de seu antigo mentor são dominadas pelas polêmicas de seu filho, Robert Kennedy Jr.

Para Chaffee, escrever o livro foi uma necessidade de preservar a memória de Kennedy, garantindo que as novas gerações conheçam o homem que ela considerava o herói de sua juventude.


*Sob supervisão de Éric Moreira

Meu propósito é dar voz a narrativas.