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Notícias / Crimes

Serial killer confessa assassinato e encerra mistério em caso de 1980

Condenado a cinco prisões perpétuas, Billy Mansfield continua fazendo confissões sobre seus assassinatos em série por Califórnia e Flórida

Fabio Previdelli
por Fabio Previdelli
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Publicado em 27/01/2024, às 10h59

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O serial killer Billy Mansfield - California corrections department
O serial killer Billy Mansfield - California corrections department

Após confessar o assassinato de uma estudante do ensino médio de Ohio, que passava suas férias de primavera nos arredores de Jacksonville, na Flórida, em 1980, o serial killerBilly Mansfield continua dando pistas a detetives que investigam outros homicídios que ainda não foram esclarecidos. 

+ Lisanne Froon e Kris Kremers: Vítimas de serial killer, canibalismo ou tráfico?

Com os detalhes sobre a morte de Carol Ann Barrett, de 18 anos, agora as autoridades já confirmaram que Mansfield já cometeu pelo menos seis assassinatos. Atualmente, ele cumpre prisão perpétua por cinco desses crimes — quatro dos quais ocorreram na Califórnia e um na Flórida. 

Carol Ann Barrett, de 18 anos, assassinada em 1980/ Crédito: California corrections department

Mansfield continua cooperando com detetives de outras jurisdições em relação a casos arquivados adicionais", disse gabinete do xerife de Jacksonville através de um comunicado. 

Os crimes

Conforme recorda matéria do The Guardian, Carol Ann Barrett, moradora de Zanesville (Ohio), visitou Daytona Beach com sete amigos em março de 1980. Na ocasião, porém, um homem invadiu o quarto do grupo no Treasure Island Motel. 

Lá, sob a mira de uma arma, o sujeito ordenou que todos se despissem. O Project Cold Case — um grupo de defesa de vítimas de homicídio com sede em Jacksonville — completou que o criminoso ainda roubou as vítimas e ameaçou matar quem tentasse resistir

O agressor ainda teria agarrado uma das amigas de Barrett, garantindo que com a refém, ninguém chamaria a polícia. A vítima, porém, teria entrado em pânico, o que deixou o homem irado. Com isso, Carol se ofereceu para ir no lugar de sua amiga para apaziguar o atirador.

A menina foi encontrada morta um dia depois, em uma vala ao lado da rodovia Interestadual 95 em Jacksonville, a cerca de 145 quilômetros de distância, relatou o gabinete do xerife local. Um supervisor de caso da agência disse ao WJAX, em 2017, que Barrett havia levado um tiro mortal, no estilo "execução", e não havia indicação de que ela tivesse resistido.

Por anos, a única evidência que existiu do suspeito foi um esboço feito por um especialista baseado nas lembranças dos amigos de Carol. Em 2017, o gabinete do xerife notificou que também havia uma impressão parcial da palma do criminoso. 

Billy Mansfield foi apontado como suspeito apenas em 2022, por motivos não explicados pelo gabinete do xerife. Mas tarde, recorda o The Guardian, ele confessou o sequestro e assassinato da garota. Na época, Mansfield tinha apenas 24 anos. 

Além do caso de Carol Ann Barrett, Billy também foi acusado de matar três mulheres e duas adolescentes na Flórida e Califórnia entre os anos 1975 e 1980. O veículo britânico aponta que ele enterrou quatro dos corpos de suas vítimas em seu próprio quintal, em sua casa na Flórida. Isso aconteceu antes de ele viajar para a Califórnia e matar sua quinta vítima, sendo preso na primeira metade da década de 1980. 

Por conta do crime na Califórnia, ele foi sentenciado à prisão perpétua. Para evitar pena de morte na Flórida, ele ainda se declarou culpado pelos outros quatro homicídios — recebendo outras quatro penas de prisão perpétua pelos crimes. Mas ele não responderá pelo assassinato de Carol.

Além dos crimes citados, o gabinete do xerife de Jacksonville apontou que Billy Mansfield já cooperou em outros assassinatos não especificados e não resolvidos em outros lugares, ocorridos há muito tempo. 

Por fim, o fundador do Project Cold Case, Ryan Backmann, disse que a confissão de Mansfield trouxe um certo encerramento para a família de Barrett. "A família em Ohio ainda pensava em Carol todos os dias", disse ao WJAX. "Quando alguém vê um caso de 44 anos resolvido, isso lhe dá esperança".

Para algumas famílias, basta saber quem foi — e que eles [criminosos] não estão por aí prejudicando outras pessoas", finalizou.