Médico condenado pela morte de Michael Jackson volta à ativa
Mais de 15 anos após a morte do Rei do Pop Michael Jackson, Conrad Murray inaugurou uma clínica em seu país natal

Mais de uma década depois de ser condenado pela morte de Michael Jackson, o cardiologista Conrad Murray retomou a carreira médica em Trinidad e Tobago, onde inaugurou uma clínica própria e voltou a atender pacientes. O médico, que ganhou notoriedade mundial por seu envolvimento no caso da morte do astro do pop em 2009, continua com suas licenças profissionais suspensas nos Estados Unidos.
Murray foi considerado culpado por homicídio culposo em 2011, após a Justiça concluir que ele administrou de forma negligente o anestésico propofol em Michael Jackson. O cantor morreu em 25 de junho de 2009, aos 50 anos, após sofrer uma parada cardíaca causada por intoxicação aguda pelo medicamento, utilizado normalmente apenas em ambientes hospitalares.
Responsável pela morte de Michael Jackson
Na época, Murray havia sido contratado como médico pessoal do artista para acompanhá-lo durante os ensaios da turnê This Is It, recebendo cerca de US$ 150 mil por mês. Segundo a investigação, o cardiologista administrou o propofol para tratar a insônia do cantor sem o monitoramento adequado e demorou a acionar os serviços de emergência, fatores que contribuíram para sua condenação.
Sentenciado a quatro anos de prisão, Murray cumpriu aproximadamente dois anos da pena antes de ser libertado. Desde então, sempre sustentou que foi responsabilizado injustamente pela morte do cantor e buscou diversas formas de retomar sua carreira na medicina.
Em 2023, o médico inaugurou o Instituto Médico DCM, localizado na região de San Juan, em Trinidad e Tobago. Em entrevista ao jornal Trinidad and Tobago Guardian, afirmou que decidiu abrir a clínica após enfrentar sucessivas dificuldades para voltar a atuar na profissão.
Antes de fundar o instituto, Murray também realizou atendimentos em uma instituição para idosos na cidade de Chaguanas. Atualmente, ele permanece à frente das atividades da clínica em seu país natal. Apesar do retorno à medicina em Trinidad e Tobago, suas licenças para exercer a profissão nos Estados Unidos seguem suspensas, mais de 15 anos após a morte de Michael Jackson.