Astronauta da NASA filma aurora austral dançante a partir do espaço
A astronauta Jessica Meir registrou o fenômeno luminoso em timelapse enquanto se abrigava em uma nave da SpaceX devido a reparos na estação espacial

No dia 6 de junho de 2026, a astronauta da NASA Jessica Meir capturou imagens impressionantes da aurora austral enquanto orbitava a Terra. O registro, feito em formato de timelapse, mostra luzes esverdeadas que parecem ondular pela atmosfera diretamente abaixo da cápsula Dragon, da SpaceX.
Meir e seus colegas da missão Crew-12 estavam temporariamente abrigados na nave como uma medida de precaução.
Espetáculo em órbita
Conforme dados da agência espacial norte-americana, a tripulação precisou se deslocar para a cápsula enquanto os cosmonautas russos Sergey Kud-Sverchkov e Sergei Mikaev trabalhavam para reparar um vazamento de ar persistente em um módulo da Estação Espacial Internacional (ISS).
Durante esse período de espera, Jessica Meir aproveitou a perspectiva privilegiada para documentar o show de luzes. Ela descreveu a experiência em suas redes sociais como algo etéreo e emocionante, destacando que, diferentemente de outras que já viu, esta aurora parecia serpentear e dançar sob a espaçonave.
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Ciência por trás
De acordo com o monitoramento da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA), o fenômeno foi resultado de uma atividade solar intensa recente. As auroras ocorrem quando partículas carregadas emitidas pelo Sol colidem com o campo magnético do nosso planeta e interagem com gases presentes na atmosfera.
Esse encontro gera cortinas coloridas que fascinam observadores, sendo visíveis principalmente nas regiões polares, como a Antártida no caso da aurora austral.
Visão única espacial
Diferente de quem observa o fenômeno a partir da superfície terrestre, os astronautas na ISS conseguem acompanhar toda a extensão e o movimento rítmico das luzes sobre a curvatura do planeta. O vídeo divulgado por Meir revela detalhes de escala que raramente são visíveis do solo, ajudando cientistas e o público a compreenderem melhor essa interação magnética.
O registro serviu como um lembrete da beleza natural que ocorre nos confins da nossa atmosfera enquanto a exploração humana continua no espaço.
*Sob supervisão de Giovanna Gomes