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Coluna: A história da inteligência está chegando em seu capítulo final

Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues: "A ideia de inteligência tem sido explorada e debatida ao longo da história humana, assumindo diferentes significados e interpretações"

Wallacy Ferrari
por Wallacy Ferrari
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Publicado em 15/07/2023, às 14h43

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Imagem poética ilustra cérebros conectados - Foto de geralt no Pixabay
Imagem poética ilustra cérebros conectados - Foto de geralt no Pixabay

Como neurocientista as questões da inteligência são um mundo que me fascina e que desperta a minha curiosidade em querer saber sempre mais. Neste campo já publiquei diversos estudos sendo o mais importante a inteligência DWRI e mais recentemente dedico me ao estudo da inteligência através dos seus genes.

Contudo, a ideia de inteligência tem sido explorada e debatida ao longo da história humana, assumindo diferentes significados e interpretações. Desde os primeiros registros escritos até os avanços contemporâneos em ciência e tecnologia, a noção de inteligência tem evoluído significativamente e a forma como a encaramos está em constante alteração

Na antiguidade, civilizações como a egípcia, a grega e a chinesa acreditavam que a inteligência estava diretamente ligada à sabedoria e à capacidade de resolver problemas complexos.

Nessa perspectiva, a inteligência era vista como uma qualidade inata, reservada a poucos privilegiados. Figuras como Sócrates e Aristóteles enfatizaram a importância do conhecimento, da reflexão e da lógica para desenvolver a mente e alcançar um estado de sabedoria.

Durante a Idade Média, a inteligência era frequentemente associada à fé religiosa e à conexão com Deus. Os estudiosos medievais acreditavam que a verdadeira inteligência estava alinhada com a vontade divina e com os ensinamentos da Igreja. Nesse período, o conhecimento era restrito a poucos clérigos e acadêmicos, e a disseminação de ideias era limitada e muitas vezes contorcida.

No Iluminismo, ocorrido nos séculos XVII e XVIII, a visão da inteligência começou a mudar. Filósofos como René Descartes e John Locke argumentavam que a inteligência estava ligada à capacidade de raciocínio e à busca pela verdade através da observação e do pensamento crítico. Nesse contexto, surgiram os ideais de razão, liberdade e igualdade, fundamentais para a formação das democracias modernas.

No século XX, a psicologia desempenhou um papel importante no estudo da inteligência. O psicólogo francês Alfred Binet desenvolveu os primeiros testes de inteligência, visando avaliar o potencial cognitivo das crianças. Esses testes foram posteriormente aprimorados e popularizados, resultando no famoso Quociente de Inteligência (QI), que tentava medir a inteligência de uma pessoa com base em habilidades cognitivas específicas.

Contudo, ao longo das últimas décadas, o conceito de inteligência tem se expandido e diversificado. A compreensão contemporânea reconhece que a inteligência não pode ser definida apenas por habilidades cognitivas isoladas, mas também por características sociais, emocionais e criativas.

A teoria das inteligências múltiplas de Howard Gardner, por exemplo, destaca que a inteligência abrange habilidades como linguística, lógico-matemática, espacial, musical, interpessoal, intrapessoal, corporal-cinestésica e naturalista. O próprio conceito de inteligência que criei, a inteligência DWRI é muito mais abrangente no seu conceito tentando comportar uma maior variedade de questões.

Além disso, com os avanços tecnológicos, surgiu o campo da inteligência artificial, que procura replicar a inteligência humana em sistemas computacionais. A inteligência artificial tem por base algoritmos, aprendizado de máquina e redes neurais, permitindo que máquinas processem informações, tomem decisões e resolvam problemas de forma autônoma.

Como podemos observar, o conceito de inteligência tem evoluído ao longo da história, refletindo mudanças culturais, filosóficas, sociais e de paradigmas científicos. Durante as minhas pesquisas e com base na biologia e na neurociência acredito com convicção que o teste de QI consegue medir com fiabilidade a inteligência de um indivíduo já que consoante a pontuação é possível agregar em grupos comportamentais com características semelhantes assentes no percentual.

Além de que, e como defendo maninha teoria DWRI, uma inteligência múltipla não pode acontecer sem uma inteligência precursora e que pode ser rastreada nos testes de QI. Falo entre outras coisas da lógica, da memória, cá capacidade de pensamento abstrato, do controle emocional entre outras. Sendo que estas inteligências podem ser tão desenvolvidas quanto o tempo que lhe dedicamos. São estas características que nos diferenciam em relação a todos os nossos antecessores enquanto espécie humana.


Sobre o autor

O Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues MRSB, é um Pós-doutor e PhD em neurociências eleito membro da Sigma Xi, The Scientific Research Honor Society (Mais de 200 membros da Sigma Xi receberam o Prêmio Nobel), Membro da Society for Neuroscience (USA), Membro da Royal Society of Biology no Reino Unido e da APA - American Philosophical Association (USA), Mestre em Psicologia, Licenciado em Biologia e História; também Tecnólogo em Antropologia e filosofia com várias formações nacionais e internacionais em Neurociências e Neuropsicologia. Pesquisador e especialista em Nutrigenética e Genômica. É diretor do Centro de Pesquisas e Análises Heráclito (CPAH), Cientista no Hospital Universitário Martin Dockweiler, Chefe do Departamento de Ciências e Tecnologia da Logos University International, Membro ativo da Redilat, membro-sócio da APBE - Associação Portuguesa de Biologia Evolutiva e da SPCE - Sociedade Portuguesa de Ciências da Educação. Membro das sociedades de alto QI Mensa, Intertel, ISPE High IQ Society e Triple Nine Society. Autor de mais de 200 artigos científicos e 15 livros.