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Vulcão Kilauea bate recorde histórico de fontes de lava no Havaí

A marca foi alcançada em Halemaʻumaʻu, cratera no cume do vulcão, superando a famosa erupção de Puʻuʻōʻō ocorrida entre os anos de 1983 e 1986

Lava ilumina a cratera Halemaʻumaʻu no 48º episódio da erupção do Kilauea, marcando um recorde histórico de fontes de lava no Havaí - Reprodução/X

Na manhã de 1º de junho de 2026, o Kilauea, um dos vulcões mais ativos do mundo localizado no Havaí, atingiu uma marca inédita em sua história monitorada. 

O chamado episódio 48 de sua atual erupção intermitente registrou fontes de lava de alta intensidade que colocaram o evento no topo das estatísticas geológicas do arquipélago. 

O fenômeno ocorreu em Halemaʻumaʻu, que é a cratera principal situada no cume do vulcão, servindo como o palco central da atividade vulcânica nos últimos anos.

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Superação de marca histórica 

Este novo registro supera uma marca que permanecia imbatível desde a década de 1980. O recorde anterior pertencia à erupção de Puʻuʻōʻō, uma zona de ventilação vulcânica que se tornou célebre por sua longa atividade iniciada em 1983. 

Naquela ocasião, conforme dados do Observatório Vulcanológico do Havaí (HVO), foram contabilizados 47 episódios de fontes de lava intensas em sua fase inicial. Com o evento deste mês, a atividade atual em Halemaʻumaʻu isolou-se na liderança com 48 ocorrências do mesmo tipo.

Detalhes do fenômeno atual 

De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o episódio recordista durou aproximadamente nove horas. Durante esse período, colunas de lava atingiram cerca de 200 metros de altura e o material expelido cobriu cerca de 40% do fundo da cratera. 

Embora outras erupções no passado tenham apresentado mais eventos totais, nenhuma registrou tantas fontes de lava de alta intensidade repetidas dentro de uma mesma sequência intermitente como a que se observa agora.

Impactos na região próxima 

A força da erupção gerou uma pluma de cinzas que atingiu mais de 7,6 mil metros de altitude, afetando brevemente a aviação no aeroporto de Hilo.

Moradores de comunidades vizinhas relataram a queda de cinzas e de “cabelos de Pele”, que são filamentos de vidro vulcânico muito finos criados pelo vento durante as fontes de lava. 

O monitoramento segue intenso, pois os especialistas indicam que o reservatório de magma continua a dar sinais de pressão, sugerindo que um novo episódio pode ocorrer em meados de junho.


*Sob supervisão de Fabio Previdelli

Meu propósito é dar voz a narrativas.