Filhas de Andrew devem seguir rejeitadas pela monarquia, afirma especialista
Para especialista, presença de Eugene e Beatrice em casamento não deve ser interpretada como um sinal de mudança na situação das irmãs dentro da monarquia

Embora tenham marcado presença no casamento do primo Peter Phillips com Harriet Sperling, ocorrido em Gloucestershire no último fim de semana, as princesas Beatrice e Eugenie devem continuar afastadas da monarquia. Ao menos é o que afirma a especialista na realeza britânica e editora da revista Hello!, Emily Nash.
As duas compareceram à cerimônia realizada na Igreja All Saints, no sábado, 6, um dos eventos familiares mais comentados do calendário real deste ano. Antes do casamento, destacou o portal Monet, havia dúvidas sobre quem seria convidado. No fim, o príncipe Harry acabou ficando de fora, enquanto que Beatrice e Eugenie receberam convite mesmo diante da contínua repercussão envolvendo a ligação de seu pai, Andrew, com o financista Jeffrey Epstein.
Para Nash, a presença das irmãs no evento não deve ser interpretada como um sinal de reabilitação institucional dentro da monarquia. Questionada pelo site Page Six sobre a possibilidade de elas terem recebido uma espécie de aval da família real, a especialista foi categórica: “Eu não diria isso”.
Segundo ela, o mais importante é enxergar a participação das princesas como um reencontro familiar. “Acho que não se deve levar tanto em conta o fato de elas estarem participando de um casamento de família, mas também é, até certo ponto, um retorno ao convívio familiar. Porque não as víamos publicamente há muito tempo, juntas ao restante da família e, claro, sem os pais delas”, explicou.
Uma diferença importante
Nash ressaltou ainda que existe uma diferença importante entre os laços familiares e as decisões tomadas pela Coroa. “É preciso lembrar disso. Por um lado, há a instituição; por outro, há a família, e há uma intersecção. Mas também são linhas muito distantes”, observou.
A situação das princesas mudou significativamente desde que Andrew perdeu títulos e privilégios reais em meio às consequências de sua associação com Epstein. Embora o filho de Elizabeth II tenha sido afastado da vida pública e da estrutura oficial da monarquia, permanece a incerteza sobre o futuro do status real de suas filhas.
“Certamente elas ainda são membros da família, e obviamente existe muita preocupação e carinho por elas dentro da família. Mas a questão que permanece é: o que acontecerá, a longo prazo, com os títulos delas?”, disse a especialista.
Ainda é cedo
Na avaliação de Nash, ainda é cedo para prever qual será a decisão do rei Charles III. Ainda assim, o casamento do último fim de semana ofereceu uma pista sobre quem continua no controle das decisões dentro da família real. Um dos momentos mais comentados da cerimônia foi o registro do príncipe William cumprimentando Beatrice com um beijo, apesar de ele ser frequentemente apontado como defensor de uma postura mais dura em relação ao tio Andrew.
Para o jornalista especializado em realeza Tom Sykes, o gesto mostrou que William continua seguindo a liderança do pai. “William estava deixando claro que é um servidor leal e que, em última instância, seguirá a vontade do pai, em conformidade com a estrutura quase militar que sustenta a Família Real”, declarou ao Daily Mail.
Nem todos, porém, enxergaram a situação de forma positiva. Uma fonte ouvida pelo jornal britânico avaliou que demonstrações públicas de proximidade com Beatrice e Eugenie podem prejudicar a imagem da monarquia. Sob uma perspectiva mais estratégica, acrescentou a fonte, qualquer demonstração de afeto às princesas deveria ocorrer longe dos holofotes.